O protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal, na tarde desta quarta-feira (2), expressou a rejeição nacional dos trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU aos projetos específicos de carreira que estão sendo gestados nos tribunais superiores. Também defendeu o respeito à data-base, o fim da política de congelamento salarial de Dilma e a instalação da mesa nacional de negociação. O Sintrajufe/RS encaminhou uma delegação composta pelos diretores do sindicato Eliana Falkembach e Fagner Azeredo, e pelos colegas Adelia Pereira, Fabiano Ragazzon, Marcelo Carlini e Paulo Guadagnin.
A manifestação ocorreu sob intenso barulho de cornetas e reuniu servidores de diversos tribunais do Distrito Federal e de outros nove estados. Os servidores também caminharam, pela Praça dos Três Poderes, até o Palácio do Planalto, para cobrar da presidente Dilma Rousseff (PT) a abertura de negociações salariais efetivas. No Supremo, chamou atenção a quantidade de seguranças terceirizados, armados com cassetetes, deslocados para proteger o tribunal. A Tropa de Choque da Polícia Militar também foi acionada, mas não houve incidentes.
O protesto levou o presidente do STF, Joaquim Barbosa, a determinar que o seu chefe de gabinete e o diretor-geral, Silvio Albuquerque e Miguel Fonseca, respectivamente, recebessem uma comissão de servidores, representados pela Fenajufe.
Os representantes do STF prometeram responder até amanhã à proposta de formatação da mesa nacional de negociação apresentada pela Fenajufe. O ato demarcou um posicionamento nacional da categoria: cobra respeito a todos os servidores que fazem o Judiciário Federal funcionar no país, foi muito representativo , disse o coordenador-geral da Fenajufe Adilson Rodrigues. Foi um ato nacional cobrando respeito à unidade nacional da categoria , acrescentou.
O projeto de carreira para os servidores do STF, além de específico, transforma parte da remuneração em gratificação por desempenho, que é variável e não contempla os aposentados.
Cerca de 500 pessoas participaram do protesto. De acordo com a Fenajufe, compareceram, além do Sintrajufe/RS, representações dos seguintes sindicatos: Sinje-CE, Sinjufego-GO, Sitraemg-MG, Sindijufe-MT, Sintrajuf-PE, Sinjuspar-PR, Sisejufe-RJ, Sindiquinze-SP e Sintrajud-SP.
O diretor Fagner Azeredo avalia que o ato foi bastante positivo: Os trabalhadores do Judiciário Federal mostraram que não aceitarão calados a tentativa de fragmentação de nossa carreira. O ministro Joaquim Barbosa e a cúpula do Judiciário precisam assumir seu papel de cobrar do Executivo e do Legislativo uma política salarial que valorize todos os servidores do Judiciário Federal, em vez de dialogar com propostas que dividem nossa categoria. Da mesma forma, precisamos reforçar a mobilização e construir uma grande greve dos servidores públicos federais neste ano, para vencer o principal adversário em nossa Campanha Salarial Unificada: o governo Dilma, que gasta bilhões com a Copa, mas ignora nossas justas reivindicações, como a imediata implementação da data-base, a reposição das perdas inflacionárias e a regulamentação da negociação coletiva, com respeito ao direito de greve .
Sintrajufe/RS, com informações de Luta Fenajufe Notícias
Atualizado em 04/04/2014, às 12h44min








