O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou hoje informações sobre o custo da cesta básica, em estudo realizado em 18 capitais brasileiras. De acordo com o Dieese, Porto Alegre (R$ 342,62) é a terceira capital com a cesta básica mais cara do país, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 347,96) e Florianópolis (R$ 346,61).
Em novembro, houve aumento dos preços do conjunto de bens alimentícios essenciais em
12 das 18 cidades onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores altas foram registradas em Brasília (5,86%), Aracaju (3,82%), Goiânia (2,90%) e Campo Grande (2,52%). As reduções ocorreram no Rio de Janeiro (-3,03%), Natal (-2,39%), Recife (-2,29%), Florianópolis (-1,86%), Salvador (-0,81%) e João Pessoa (-0,56%).
A variação da cesta básica em Porto Alegre, em novembro, foi de 0,58%. No ano, a cesta está 4,08% mais cara e, em doze meses, registra variação de 4,23%. Na avaliação mensal, dos 13 produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos, 7 registraram alta: a batata (42,38%), o açúcar (2,96%), o café (2,87%), o arroz (2,70%), a carne (2,46%), o óleo (0,78%) e o pão (0,53%). No acumulado do ano, a cesta registrou alta de 4,08%, seis ficaram mais caros: a carne (12,95%), a banana (7,76%), o café (6,14%), o arroz (5,07%) o pão (3,80%) e a manteiga (1,97%).
Salário não é suficiente para cumprir Constituição
Com base no custo apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em novembro deste ano, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.923,22, ou 4,04 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00.
Em novembro, o valor da cesta básica representou 51,44% do salário mínimo líquido, contra 51,14% em outubro de 2014 e 52,70% em novembro de 2013. De acordo com o estudo do Dieese, o trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em novembro, cumprir uma jornada de 104 horas e 7 minutos para adquirir os bens alimentícios básicos. Essa jornada foi maior do que a registrada em outubro (103 horas e 30 minutos) e menor do que a necessária em novembro de 2013 (106 horas e 40 minutos). Para comprar a cesta básica de Porto Alegre, foram necessárias 104 horas e 7 minutos de trabalho.








