SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Plenária reúne Sintrajufe/RS e demais categorias em greve para debater ações unificadas


 
Na noite dessa segunda-feira, 13, representantes de sindicatos e movimentos sociais realizaram uma plenária no auditório do Sindisprev/RS, em Porto Alegre. Os Sintrajufe/RS foi representado, na plenária, pelos diretores Cristiano Moreira, Fagner Azeredo e Ruy Almeida.

A atividade foi organizada em apoio às greves em curso no estado. A plenária também discutiu formas de ação e aprovou a realização de dois atos públicos. No dia 28 de julho, um ato unificado com todas as categorias de servidores, das esferas federal, estadual e municipais. O segundo ato, previsto para a primeira quinzena de agosto, terá como pauta o rechaço ao ajuste fiscal de Dilma e Sartori e a denúncia da postura reacionária do Congresso Nacional.

 

 

No iní­cio da plenária, foi aberto espaço para informes das categorias em greve: Judiciário Federal, Judiciário Estadual, servidores das universidades federais e da previdência. Cristiano explicou que os servidores do Judiciário Federal no RS realizam a maior greve de sua história, mostrando a indignação da categoria com perdas acumuladas de 49,6% nos últimos 9 anos e com a retirada de direitos, enfrentando a intransigência de Dilma e de Lewandowski, presidente do STF que atua como linha auxiliar do governo. A greve da categoria conquistou uma vitória fundamental com a aprovação do PLC 28/15, no Senado, disse o dirigente, e agora luta pela sanção. Cristiano destacou a subserviência do STF, até agora em silêncio mesmo diante de declarações do governo de que vetaria o projeto, o que impõe a mobilização da categoria para garantir a conquista da reposição salarial; por isso, em mais uma atividade de pressão, realizará um ato público em Laguna, nesta quarta-feira, 15, quando Dilma fará a inauguração da ponte Anita Garibaldi naquela cidade.

O diretor do Sindjus/RS Davi Pio dos Santos disse que a greve do Judiciário Estadual, além da questão salarial (são 54% de perdas), busca soluções para problemas como a falta de provimento de 2 mil cargos, o excesso de trabalho e o adoecimento, o assédio moral. Além disso, destacou a denúncia, para a sociedade, do auxí­lio-moradia para magistrados. Representando o Sindisprev, Carmen Beatriz Fosch disse que a greve da categoria atinge 80% dos servidores da previdência. Entre os motivos que levaram a categoria a parar estão assédio moral institucionalizado; prejuí­zos nas futuras aposentadorias de 15 mil servidores, que perderiam 50% dos rendimentos por conta da não integralização das gratificações; e falta de estrutura de trabalho e de servidores.

A greve mais longa, dos servidores das universidades, começou em 28 de maio. Segundo a diretora da Assufrgs Bernadete Menezes, são 65 instituições paradas em todo o paí­s. Os servidores, em seu movimento, denunciam a falta de recursos, a falta de estrutura, o avanço da terceirização e a tentativa de impor normas de gestão da iniciativa privada no serviço público, via Conselho de Gestão, ligado à Presidência da República.

No espaço aberto para debates, os diretores Fagner Azeredo Ruy Almeida afirmaram que o ajuste fical de Dilma e Sartori precisam ser combatidos. Fagner ressaltou que é preciso também fazer o enfrentamento da falta de democracia no Judiciário Federal, um poder que, segundo o dirigente, não busca atender à demanda da sociedade, mas garantir aos juí­zes benefí­cios que não se justificam moral e economicamente. Estamos lutando para garantir um Judiciário mais justo para a população como um todo , afirmou. Ruy lembrou as medidas provisórias 664 e 665, com as quais o governo Dilma atacou direitos trabalhistas e previdenciários, ao mesmo tempo em que mantém vultosas linhas de crédito para empreiteiras via BNDES. Segundo o diretor, é preciso fortalecer o polo de resistência dos trabalhadores de maneira unificada.

Os presentes à plenária ressaltaram o Brasil está atravessando um momento de ataques a direitos, por conta de uma polí­tica dos governos federal e estaduais, que querem fazer com que os trabalhadores paguem pela crise econômica. Essa polí­tica, foi ressaltado, encontra respaldo no Congresso Nacional, no qual parlamentares, agindo sob interesse dos grandes empresários, estão apresentando e aprovando projetos como o de terceirização e redução da maioridade penal. Nesse contexto, a unidade entre as diferentes entidades e categorias de trabalhadores é fundamental para derrotar o ajuste fiscal e garantir mais conquistas e direitos.

Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS