SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

CULTURA

Plataforma Oríkì – Arte Afrodiaspórica terá lançamento no dia 19/5, com exposição e apresentações culturais; jornalista do Sintrajufe/RS é uma das curadoras

Na próxima terça-feira, às 18h30min, será realizado o lançamento da Oríkì – Arte Afrodiaspórica, uma plataforma dedicada a conectar, difundir e historicizar as produções artísticas e culturais de autoria negra africana e afrodiaspórica. A jornalista do Sintrajufe/RS, Rosane Vargas, jornalista do Sintrajufe/RS e historiadora da arte, é uma das curadoras. A atividade acontecerá no Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223, Centro Histórico, Porto Alegre), e contará, ainda, com a abertura da exposição inédita “Indumentárias ancestrais”, além de performances de Fayola Ferreira, Nina Fola e samba de roda com o grupo Sambahêa. A entrada é gratuita.

A plataforma Oríkì foi idealizada pela historiadora da arte e curadora Izis Abreu como um “quilombo digital”, um espaço virtual de memória e intercâmbio entre artistas, pesquisadores, agentes culturais e instituições dedicadas à arte negra no Brasil e no mundo. Viabilizada pelo Pró-Cultura RS (Edital SEDAC PNAB RS – Artes Visuais 2024), a iniciativa propõe a consolidar um ambiente digital voltado à difusão de narrativas, criações e pesquisas produzidas por pessoas negras a partir das experiências históricas, simbólicas e estéticas da diáspora africana.

“Indumentárias ancestrais”

Como parte da programação, será inaugurada a exposição “Indumentárias ancestrais”, pesquisa histórica e visual que investiga as vestimentas de mulheres negras no Brasil do século XIX e suas conexões com estéticas africanas, especialmente de Angola, Nigéria e Benin. A mostra, que ocupará a Galeria Arquipelago do Espaço Força e Luz, apresenta reconstruções de trajes, joalherias e referências iconográficas que evidenciam continuidades culturais entre África e Brasil, propondo uma leitura crítica sobre memória, identidade e resistência a partir da indumentária como linguagem política e arquivo vivo da diáspora. A curadoria é de Clau Campos, Deborah Silva, Caroline Ferreira e Izis Abreu.

Nos dias 20 e 21 de maio, a programação segue com o seminário “Indumentárias Ancestrais – Diálogos Contemporâneos”, que integra o programa público da exposição e reúne pesquisadoras, artistas, lideranças religiosas e especialistas do Brasil e de Angola para debater moda, ancestralidade, ativismo, religiosidade e preservação de indumentárias tradicionais nas culturas afrodiaspóricas.