SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Partida de futebol “Eles Por Elas” promoveu o combate à desigualdade de gênero

Uma partida de futebol simbolizou o engajamento de homens e mulheres no combate à desigualdade de gênero, no sábado, 4, em Porto Alegre. O “Jogo Eles por Elas” foi realizado no Estádio Universitário da PUCRS, em prol da campanha #HeForShe, da Organização das Nações Unidas (ONU). O movimento é um esforço global para envolver os homens na remoção das barreira sociais e culturais que impedem as mulheres de atingirem seu potencial.

A atividade foi promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com patrocí­nio do Sintrajufe/RS. O jogo foi disputado por magistradas, magistrados, servidoras e servidores das três instituições, em uma partida com times mistos de homens e mulheres. O evento foi aberto ao público em geral e, no intervalo da partida, foram sorteadas camisetas do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e do Sport Club Internacional, autografadas pelos jogadores dos clubes.

Na abertura do evento, a presidente do TRT-RS, desembargadora Vania Cunha Mattos, ressaltou a importância do combate a quaisquer atos de violência fí­sica, mental ou intelectual contra as mulheres. A magistrada citou algumas estatí­sticas de 2018 que mostram a gravidade do problema no Brasil. No último ano, nove mulheres foram ví­timas de agressão por minuto no paí­s, uma mulher foi ví­tima de estupro a cada nove minutos, três mulheres foram ví­timas de feminicí­dio por dia, uma mulher registrou agressão sob a Lei Maria da Penha a cada dois minutos, e uma pessoa trans foi assassinada a cada dois dias. “Trata-se de um paí­s doente, imerso em uma onda de violência injustificável”, criticou a desembargadora. Além de citar normas nacionais e internacionais sobre o tema, a presidente afirmou que a discriminação contra as mulheres fere dispositivo constitucional que garante o princí­pio da igualdade. Eventos como o de hoje constituem-se na formulação de uma polí­tica pública e educativa para as novas gerações, para que sejam capazes de construir uma sociedade mais justa e fraterna”, declarou.

A coordenadora do Comitê Gestor de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TRT-RS, juí­za Raquel Nenê Santos, observou que a partida mista de futebol se insere nas ações de campanhas que buscam a conscientização para o fim da violência contra as mulheres. “Esta partida de futebol mista foi especialmente planejada como uma oportunidade de mobilizar de forma lúdica servidores, magistrados, familiares e amigos dos órgãos do Poder Judiciário em torno do debate da igualdade de gênero”. A magistrada lembrou que a participação do TRT-RS no #HeForShe teve iní­cio em 2016, e estimulou o público a acessar o site da ONU para se cadastrar na campanha. “Façamos a nossa parte para que o Brasil seja considerado uma nação que não tolera qualquer tipo de violência contra a mulher. Porque nós também devemos nos perguntar: se não nós, quem? se não agora, quando?”, refletiu.

Engajamento e integração

A ideia de uma partida de futebol misto para promover o tema da campanha #HeForShe foi elogiada pela servidora Carolina Poeta (TRF4), uma das jogadoras em campo. “Uma pena não termos tantas representantes femininas no jogo, mas isso é um reflexo da desigualdade que ainda existe entre homens e mulheres. A promoção deste evento em si já é uma grande iniciativa, que só tem a acrescentar à campanha da ONU”. O jogador Jaques de Assis (TRT4) também destacou a relevância simbólica do evento que reuniu homens e mulheres na mesma partida. “O problema da violência contra as mulheres é algo que traz reflexos para a sociedade em geral e precisa ser erradicado”. A jogadora Daiana Nascimento (TRF4), por sua vez, comentou sobre o impacto positivo do evento nos participantes: “É ótimo para conscientizar o pessoal do Direito, porque, mesmo dentro de nossas profissões, ainda há resquí­cios do machismo que precisam ser combatidos”, observou.

A partida contou com um trio feminino de arbitragem da Federação Gaúcha de Futebol. Entre as árbitras, estava Ariela Duarte, que elogiou o fato de o evento ter contado com o engajamento do público feminino e masculino. “Acho importante todos estarmos juntos nesta causa, porque antes de sermos homens ou mulheres somos seres humanos, este problema diz respeito a nós todos. Além disso, há toda essa integração proporcionada pelo esporte. É muito bom ver que esse pessoal veio aqui neste sábado para se divertir e ao mesmo tempo apoiar uma causa muito justa”, declarou.

O evento foi idealizado e organizado pelo Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TRT-RS, com apoio da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão da Justiça Federal da 4ª Região, da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV), da Pontifí­cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), da Federação Gaúcha de Futebol, da Unimed e da dupla Gre-Nal. O patrocí­nio foi do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul (Sintrajufe/RS).

O diretor do Sintrajufe/RS Leandro Costa acompanhou o evento e avalia que o evento foi muito importante. O esporte tem como uma de suas caracterí­sticas unir pessoas em prol de uma causa e foi exatamente o que aconteceu no evento, muito bem pensado pelos organizadores, unindo momentos de descontração no jogo com uma importante pauta: envolver os homens na remoção das barreiras que impedem as mulheres de atingirem seu potencial, afirmou.

A solenidade de abertura da partida também contou com a presença da integrante do Comitê Gestor de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TRT-RS juí­za Cacilda Ribeiro Isaacsson; do representante da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), juiz Luiz Antonio Colussi; do pró-reitor de Extensão em Assuntos Comunitários da PUCRS, Marcelo Bonhemberger; da representante da Comissão de Direitos Humanos do TRT-RS, juí­za Luciana Bí¶hm Stahnke; da representante da Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (AmatraIV), Mariana Piccoli Lerina; da representante da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão da Justiça Federal da 4ª Região, Carolina Bergmann; da representante do Sport Clube Internacional, Najla Diniz; do representante do coordenador do comitê gaúcho impulsor do movimento Eles por Elas, Juliano Sá; e da advogada Kelli Menin, coordenadora do grupo de trabalho “Mulheres em Ação”, da Comissão da Mulher Advogada da Seção Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS).

Fonte: TRT4