SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Para que os trabalhadores se levantem: homenagem do Sintrajufe/RS no Dia do Trabalhador


 
 

 
Vivemos um perí­odo difí­cil para a classe trabalhadora no Brasil. A crise chegou e vem sendo colocada sobre as costas dos trabalhadores. Nenhuma novidade, é claro, mas a resposta deve vir à altura dos desafios colocados, e a esperança de um paí­s melhor reside nas lutas da classe trabalhadora.
 
Os mesmos ataques que vemos agora no Brasil aconteceram recentemente com a crise européia e com a quase bancarrota dos Estados Unidos: os governos, empurrados pelas elites econômicas que os comandam, tentaram fazer com que os trabalhadores pagassem por uma crise que as próprias elites criaram com sua avidez por lucro e consumo. Em alguns locais, como a Grécia, a unidade dos “de baixo” falou mais alto e, em alguma medida, conquistou vitórias em importantes batalhas, inclusive no campo institucional. No Brasil, é flagrante a dificuldade de construção de unidade entre os trabalhadores, mas isso não deve servir como desestí­mulo, e sim como desafio a que uma maior coesão seja construí­da em torno das pautas comuns e das lutas necessárias.
 
O dia 1º de maio foi adotado pela Segunda Internacional Socialista como dia de luta pela jornada de trabalho máxima de 8h em 1889. No Brasil, a data foi consolidada como Dia do Trabalhador e passou a ser feriado nacional, em 1924, por decreto do presidente Artur Bernardes. É “lugar comum” declarar o Dia do Trabalhador como um dia de luta, mas é uma declaração necessária: o 1º de maio é dia de luta e de reflexão sobre esses desafios, especialmente em contextos difí­ceis como o que se coloca neste momento.
Se é verdade que o governo de Fernando Henrique Cardoso terminou de desmontar o Estado brasileiro, vendeu o paí­s ao capital externo e reprimiu violentamente os movimentos sociais, também é verdade que, com Lula e Dilma Rousseff, muitos movimentos aderiram de forma acrí­tica ao governo e abandonaram as ruas, confinando-se aos gabinetes. Os que traí­ram a classe trabalhadora ficaram e devem ficar do lado de lá. Aos que perceberam o engano e estão dispostos a retomar a luta, este é um momento-chave para a necessária ruptura.
 
Apresentam-se agora, no Brasil, algumas pautas especí­ficas e urgentes: a luta contra o PLC 30/2015 (antigo PL 4.330/04), que libera as terceirizações; a derrubada das Medidas Provisórias 664 e 665, que atacam direitos previdenciários; a mobilização contra o ajuste fiscal que coloca a crise na conta dos trabalhadores e as várias lutas por valorização e contra a retirada de direitos, como já ocorreu neste ano com os metalúrgicos do ABC paulista, com os garis do Rio, com os professores no Paraná e com tantas outras categorias que vêm lutando e resistindo. No caso dos servidores do Judiciário Federal, a já longa batalha contra o arrocho salarial. Mas é preciso ir além: a preocupante conjuntura deve servir para que reorganizemos a classe trabalhadora em torno de objetivos também de médio e longo prazo, deve servir para que possamos construir mais pontes entre os que estão dispostos a lutar.
 
Neste 1º de maio, o Sintrajufe/RS presta sua homenagem a todos os trabalhadores, que em sua luta diária buscam valorização e respeito, em especial aos trabalhadores e trabalhadoras do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul e em todo o paí­s, que seguem buscando atender à população com qualidade e celeridade, mesmo com perdas salariais acumuladas e um sem-número de demandas negligenciadas pela cúpula do Poder e por administrações regionais que parecem satisfeitas com mais verbas apenas para os maiores salários; uma categoria de trabalhadores que mantêm viva a esperança de romper com as injustiças por meio da sua própria luta.
 
É tempo de luta; que os trabalhadores se levantem! Â