SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Pacote do governo reduz investimentos em saúde e educação

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) entregou ao Congresso na tarde desta terça-feira, 5, um pacote de maldades para atacar os servidores públicos e os serviços oferecidos pelo Estado à população. Entre as medidas, está uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende acabar com as vinculações orçamentárias obrigatórias que destinam recursos a áreas essenciais, como saúde e educação.

Atualmente, o gasto com saúde precisa obedecer ao percentual mí­nimo de 13,2% da receita lí­quida. Os estados e o Distrito Federal devem investir o mí­nimo de 12% de suas receitas, enquanto os municí­pios devem aplicar pelo menos 15%. Com educação, a Constituição prevê um gasto mí­nimo de 25% das receitas tributárias de estados e municí­piosincluí­dos os recursos recebidos por transferências entre governose de 18% dos impostos federais, já descontadas as transferências para estados e municí­pios. A PEC enviada hoje por Bolsonaro e Paulo Guedes pretende acabar com esses investimentos mí­nimos, criando um “mí­nimo conjunto” para saúde e educação. Ou seja, o presidente, governador ou prefeito se verá em uma situação de escolha entre investir em saúde ou educação, como se não fossem necessários investimentos maciços em ambas as áreas.

A PEC é uma das cinco medidas do pacote de maldades que o governo enviou ao Congresso na terça. Além dela, foram enviadas: PEC emergencial (que aciona antecipadamente todas as medidas de “ajuste” previstas para o caso de descumprimento do teto estabelecido pela Emenda Constitucional 95, entre elas a redução de salário dos servidores); reforma administrativa (para reduzir o número de carreiras e o salário inicial dos servidores e mexer na estabilidade dos novos); pacto federativo (uma nova divisão dos recursos de Estados e municí­pios, com repartição dos recursos do pré-sal); programa de “ajuda” aos Estados (para conceder empréstimos aos estados em troca de medidas de “ajuste” adotadas pelos governadores).

O pacote do governo prevê ainda a inclusão dos valores de aposentadorias e pensões no cálculo do mí­nimo constitucional que a União é obrigada a gastar nas duas áreas. Atualmente, essa conta leva em consideração somente os gastos com pessoal ativo.

Além da aplicação das polí­ticas econômicas defendidas por Paulo Guedes e que alimentam o mercado financeiro internacional em detrimento dos direitos da população, o pacote de maldades enviado pelo governo também busca contornar possí­veis responsabilizações por descumprimento de obrigações orçamentárias e da própria EC 95, que congela os investimentos públicos por vinte anos. Quem paga a conta são os trabalhadores.

Relatório do Banco Mundial orienta ataque de Guedes

Essas medidas que o governo agora quer aplicar estão apontadas em estudo recentemente publicado pelo Banco Mundial, cuja ingerência nas polí­ticas aplicadas no Brasil tem crescido com Bolsonaro e Guedes. Veja AQUI o documento.

No dia 14, todos às ruas para defender o serviço público

A resposta dos trabalhadores será nas ruas. No dia 14 de novembro, o Sintrajufe/RS convoca toda a categoria para participar do ato unificado dos servidores públicos federais, estaduais e municipais, convocado pela Frente dos Servidores Públicos. Será às 14h, no Largo Glênio Peres.