SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Outubro Rosa: exercí­cios regulares ajudam na prevenção ao câncer de mama

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. O câncer de mama pode ter relação com diversas questões, e há mudanças de hábito que podem auxiliar na prevenção da doença, como a prática regular de exercí­cios fí­sicos.

Uma pesquisa feita por instituições brasileiras e norte-americanas, em parceria com o Ministério da Saúde, constatou que 12% das mortes causadas pelo câncer de mama no Brasil poderiam ser atribuí­das à inatividade fí­sica. O artigo, publicado na revista Nature em julho deste ano, cruza o número de ví­timas fatais do câncer de mama, entre 1990 e 2015, com os í­ndices de sedentarismo do paí­s e com outras pesquisas que mostram qual o risco de uma pessoa que faz exercí­cio ter câncer de mama em comparação a pessoas inativas.

 Ainda de acordo com o estudo, os estados brasileiros com melhores indicadores socioeconômicos têm altas taxas de mortalidade e morbidade por câncer de mama atribuí­das à inatividade fí­sica, porém esse dado pode refletir também outros aspectos, como maior expectativa de vida, que aumenta o risco de desenvolver a doença, e maior acesso a centros de saúde, com maior número de diagnósticos. Além disso, a análise concluiu que 6,5% dos óbitos por essa doença são atribuí­dos ao consumo de bebidas alcoólicas, ao sobrepeso e a uma dieta rica em açúcar e gordura. O impacto é menor do que o do sedentarismo, mas bastante significativo.

De acordo com o oncologista do Hospital das Clí­nicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Glauber Leitão, fortes evidências têm demonstrado que o treinamento fí­sico pode reduzir o risco de câncer de mama em até 20% . Ele menciona um dos estudos comentados durante o encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clí­nica (Asco), realizado em junho de 2016, em Chicago, nos Estados Unidos. O levantamento investigou a fundo pesquisas publicadas de 1990 a 2014 e revelou que a atividade fí­sica faz bem tanto para mulheres que estão em tratamento do câncer de mama como para aquelas livres da doença.

Um dos mecanismos pelos quais o exercí­cio reduz o risco de câncer de mama é redução da taxa de gordura corporal, diminuindo consequentemente as concentrações de estrogênio e de insulina, os quais estimulam a proliferação celular. Atualmente, percebemos que o exercí­cio tem um papel na diminuição de hormônios como o estrógeno, que é um fator de risco importante para o desenvolvimento do câncer de mama. Isso vale para as mulheres que ainda não atingiram a menopausa , explica Glauber. Para aquelas que já deixaram de menstruar, a atividade fí­sica também pode ajudar a diminuir a chance de aparecimento do tumor. Nesses casos, o exercí­cio tende a provocar queda de alguns fatores inflamatórios, os quais poderiam contribuir para o desenvolvimento do tumor , acrescenta o médico.

Editado por Sintrajufe/RS; fonte: revistas Nature e Saúde, Jornal do Commercio (Recife)