SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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OAB cria Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão

Resgatar a história da população negra no Brasil, inclusive as atrocidades cometidas à época da escravatura, para fazer sugestões de polí­ticas públicas e ações afirmativas para construir uma igualdade plena no paiseste é o objetivo da Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão Negra criada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados Brasil (OAB).
 

Inspirado na Comissão Nacional da Verdade, que investigou o perí­odo da ditadura militar no Brasil, o grupo, composto por 57 membrosdez advogados, 35 consultores e 15 convidados do Judiciário e do Ministério Públicoterá prazo de dois anos para concluir o trabalho. A expectativa é que um relatório parcial das atividades seja divulgado no final deste ano. Já o documento final está previsto para dezembro de 2016.

 
Queremos buscar todas aquelas ações da escravidão que persistem até hoje e fazem do paí­s um campeão da luta contra a desigualdade, da discriminação e do racismo. É preciso que investiguemos a fundo os fatos da escravidão, assim como a Comissão Nacional da Verdade investigou fatos da ditadura e da tortura que persistem até hoje, a nossa comissão também pretende abolir, encerrar, banir os fatos que existem na escravidão até hoje , destacou o presidente do colegiado, que tomou posse na última semana, Humberto Adami.

 
A comissão terá parcerias com entidades como a Fundação Zumbi dos Palmares, o Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) e o Instituto Nzinga Mulher Negra, além de universidades brasileiras. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República também se dispôs a colaborar.

 
Apesar do esforço no âmbito da OAB, o presidente da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, cobrou do governo federal uma comissão nos moldes da que foi empossada hoje pela Ordem. Somos um só Brasil. Queremos uma nação de iguais. O fim do racismo e do preconceito, não admitindo a intolerância e a discriminação, são fundamentais para a construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna .

 
Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Agência Brasil.