SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Novas direções de base do Sintrajufe/RS tomam posse na Festa de Fim de Ano

 

Na noite de sexta-feira, 13, tomaram posse as novas direções de base do Sintrajufe/RS, eleitas em outubro. São 111 novos diretores de base e 22 suplentes em todo o estado. A cerimônia ocorreu na AABB Porto Alegre, antes da Festa de Fim de Ano do sindicato. 

O diretor Cristiano Moreira, ao fazer a saudação aos novos DBS, ressaltou a importância dessa instância, principalmente neste momento de reorganização do movimento sindical. O diretor de base é, antes de tudo, a voz dos servidores junto à direção , disse Cristiano. Ele lembrou o calendário de mobilização dos servidores públicos federais para 2014, por reajuste, contra os ataques de um governo que, neste momento, tenta aprovar um projeto que restringe o direito de greve. Os DBs têm um papel fundamental na mobilização e, junto com a direção e o conjunto da categoria, ajudarão a construir as vitórias do próximo perí­odo, afirmou o dirigente. 

A reportagem do Sintrajufe/RS conversou com alguns dos diretores empossados. Conheça, abaixo, suas opiniões sobre o papel das direções de base e a mobilização da categoria:

Clarice Camargo, há 14 anos na Justiça Federal de Novo Hamburgo, assumiu a direção de base pela quarta vez. Para ela, o DB é uma referência no local de trabalho, é fundamental para mobilização, aumenta o número de filiados. Ela disse que, este ano, Novo Hamburgo conquistou quatro representantes, o que é muito bom e significa também uma renovação. Para Clarice, a participação da cidade nas mobilizações, nas greves, é reflexo do trabalho das direções de base. Independentemente de quem esteja na direção do sindicato, afirmou, o trabalho do DB é apoiar a direção, fazendo a crí­tica quando necessário, mas tendo em vista o conjunto da categoria.

Há 12 anos na JF, Caciano Fochesatto, de Bento Gonçalves, assume pela primeira vez como diretor de base. A intenção, disse ele, é colaborar, fortalecer o elo entre o Sintrajufe/RS e o interior. Pretendo levar as reivindicações locais, ser a voz da base, manter a constância no contato entre o sindicato e os colegas , afirmou.

Servidor do Judiciário desde 1986, Zé Oliveira, do TRF, diz que as direções de base foram criadas, nas gestões anteriores, para avançar na democratização do Sintrajufe/RS e permitir a representação, no Conselho Geral, de várias forças polí­ticas. Ele ressalta que o Conselho é uma instância independente da direção do sindicato, que discute as polí­ticas gerais do sindicato e a organização da categoria. O trabalho do DB, diz Zé, é levantar e organizar as demanas dos locais de trabalho, levando-as para a direção, e também fazer o acompanhamento das ações do sindicato, definidas pela categoria.

Na Justiça do Trabalho desde 2004, Sonia Elisete Moura dos Santos, de Passo Fundo, também é estreante como diretora de base e recebeu o incentivo dos colegas, pois já tinha uma atuação informal, ajudava nas mobilizações. Ela pretende aproximar ainda mais o sindicato e o interior, trazer as demandas e as reivindicações. No próximo ano, acredita, será fundamental a atuação dos DBs, pois a categoria, afirma Sonia, terá de fazer uma forte mobilização pela recuperação das perdas salariais.

A direção de base é uma forma de democratizar a participação e o sistema diretivo do sindicato, diz Gládis Lorinda Ludwig, de Porto Alegre. Ela está na Justiça do Trabalho desde 1987 e assume, pela segunda vez, como DB. Para Gládis, o diretor de base tem um papel fundamental, pois, como está no local de trabalho, tem mais contato com os problemas do dia a dia da categoria. Entre os problemas mais urgentes que precisam ser enfrentados, ela cita a luta por carreira e contra a PEC 59/13, o Estatuto do Servidor do Judiciário.

Luiz Fernando Pasin, da Justiça Federal de Carazinho, é servidor do Judiciário desde 1998. Em São Paulo, foi diretor de base e participou da direção executiva. No Sintrajufe/RS, está na segunda gestão como DB. Para ele, uma das principais funções do diretor de base é ouvir as reivindicações dos servidores e conduzi-las para a direção do sindicato, a fim de encaminhar uma solução conjunta e, até mesmo, depedendo do caso, transformar problemas locais em pautas gerais. O DB, diz Pasin, é um fomentador da mobilização e, em 2014, com a insatisfação crescente da categoria frente às perdas salariais e à queda da qualidade de vida, será necessária uma grande luta para vencer a queda de braço imposta pelo governo. Uma das sugestões que ele levará à direção é a integração da categoria por meio do esporte, com a criação de um evento estadual.

Depois de 18 anos na JT, Adriana Duarte Piegas Fuhrmann, de Uruguaiana, começa seu primeiro mandato como DB. Ela, que sempre participa das mobilizações da categoria, agora, como diretora de base, diz que o principal objetivo deve ser congregar, unir os servidores para conseguir as conquistas necessárias. Adriana afirma que há muita expectativa, pois existe uma nova visão na direção do Sintrajufe/RS, e ela espera que os colegas que antes estavam desanimados voltem a participar.
 
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