SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Nova sessão do Congresso Nacional é marcada para o dia 30; servidores voltam ao Congresso pela derrubada do veto 26

Servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União devem retornar ao Congresso Nacional, em Brasí­lia, nas próximas terça, 29, e quarta-feiras, 30, para defender o reajuste salarial e a derrubada do veto 26, referente ao PLC 28/2015. Isso porque o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), convocou sessão extraordinária para as 11h30min da quarta-feira, para apreciar os seis vetos da presidente Dilma Rousseff (PT) a projetos aprovados por deputados e senadores que não foram votados na sessão da última terça-feira, 22.

A convocação para a próxima semana não chega propriamente a surpreender, mas revela um posicionamento que o presidente do Senado não vinha tendo com relação ao assunto até aqui. Questionado por jornalistas, segundo o jornal Valor Econômico, Renan alegou haver uma pressão para que se resolva a questão dos vetos e se tire essas pautas do Congresso. Não quis, no entanto, se comprometer com uma avaliação do que acontecerá e se esquivou ao ser perguntado se a convocação decorria de uma confiança maior do governo em manter os vetos.

 
Entre os vetos que ainda não foram analisados, dois são considerados polêmicos: o da reposição do Judiciário e o que estende para todos os aposentados do INSS a polí­tica de valorização do salário mí­nimo. Mas é sobre o PLC 28/2015 que pesam a maior pressão e o maior temor do governo federal de uma derrota.
 
Essa preocupação do Planalto está naturalmente associada à força da mobilização dos servidores sobre os parlamentares. A ponto, de na sessão do dia 22, a campanha pela derrubada do veto 26 do Judiciário ter pautado praticamente todos os discursos de deputados e senadores na tribuna do Congresso.
 
O Comando Nacional de Greve, reunido na quarta-feira, 23, indicou a suspensão da greve e a manutenção da mobilização pela derrubada do veto, com apagões e atos semanais. A convocação da sessão para apreciar os vetos, no entanto, vem sendo considerada nas avaliações das reuniões dos comandos locais de greve e assembleias nos estados na hora de decidir sobre a continuidade ou não da paralisação. É o caso do Rio Grande do Sul, onde o Comando Estadual indicou e a assembleia definiu pela continuidade da greve justamente por conta desse fato novo.

Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notí­cias, por Hélcio Duarte Filho