O 21 de março é o Dia Internacional contra a Discriminação Racial e, no Brasil, em 2018, chegamos a esta data em meio à comoção nacional pelo assassinato de uma liderança política negra, a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco. Amplos setores da sociedade brasileira, além de grandes nomes e instituições internacionais seguem cobrando uma resposta para a execução de Marielle e o fim do genocídio do povo negro.
A data de 21 de março foi instituída como esse dia pela Organização das Nações Unidas para lembrar que, em 1960, a polícia do apartheid da áfrica do Sul assassinou 69 pessoas e feriu outras 186 para impedir um protesto de 20 mil cidadãos contra uma lei que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação.
Hoje, no Brasil e em diversas partes do mundo, seguimos vivendo a segregaçãooficial ou nãoda população negra. As milícias e a intervenção militar nas favelas do Rio de Janeiro sustentam uma política de “guerra às drogas” que esconde uma guerra aos pobres e negros. Os homicídios caem entre a população branca e crescem para os negros, os “autos de resistência” permitem à polícia fazer crescer essa estatística de negros assassinados. Na internet, muitas pessoas sentem-se à vontade para expressar seu racismo das mais diversas formas, nos estádios de futebol cânticos racistas seguem sendo realidade. Os negros seguem sub-representados nos cargos mais altos no ambiente de trabalho, no parlamento, na televisão.
Marielle Franco morreu por lutar contra essa realidade e, se sempre ressaltamos que datas como essa são muito mais de luta do que de celebração, neste 21 de março de 2018 essa realidade é ainda mais impositiva. Contra todas as formas de discriminação racial, Marielle presente!









