
Intervenção artística durante a Marcha Zumbi dos Palmares, em 2014. Foto: Alexandre Haubrich / Jornalismo B
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Enquanto os negros são 53,6% dos brasileiros, são 60,8% da população carcerária. Também a violência policial atinge com mais força os jovens negros, costumeiramente mais visados ou assassinados. O rendimento médio dos negros (R$ 921,18) é 40% menor que o dos brancos (R$ 1.607,76). Dois terços das casas localizadas em favelas são chefiadas por homens ou mulheres negras. O desemprego entre homens brancos é de 5,3%, contra 6,6% no caso dos homens negros. O recorte de gênero também aparece: 9,2% das mulheres brancas estão desempregadas, enquanto encontram-se na mesma situação 12% das mulheres negras. A taxa de analfabetismo é de 11,5% entre os negros e de 5,2% entre os brancos. Dos 52.198 mortos por homicídio em 2011 no país, mais da metade eram jovens, e 71,5% deles eram negros. Os dados constam em reportagem do site Capital Teresina, baseados em diversas pesquisas dos principais institutos brasileiros.
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Para além dos dados, que demonstram a desigualdade e o racismo persistente em um nível macro, temos no cotidiano manifestações desse problema. No Judiciário Federal, por exemplo, os negros continuam sendo apenas cerca de 1% da categoria. A luta por cotas no Judiciário, da qual o Sintrajufe/RS faz parte, é importante para o enfrentamento dessa realidade. O Conselho Nacional de Justiça já determinou a inclusão de cotas nos concursos públicos para todos os tribunais.
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Fora tudo o que já foi elencado aqui, manifestações racistas aparentemente individuaismas, em verdade, sintomas de um racismo generalizado – seguem acontecendo nas ruas e são ainda potencializadas pelas redes sociais digitais, nas quais o preconceito e a discriminação latentes na sociedade têm sua voz amplificada. É preciso conhecer e reconhecer essa realidade para enfrentá-la. Sem relativizações, sem culpabilizar as vítimas, compreendendo o processo histórico que nos trouxe até essa realidade e os preconceitos que seguem agarrados aos dias atuais.
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Em 20 de novembro de 1695, Zumbi dos Palmares era assassinado por lutar pelo direito de ser negro com dignidade. 320 anos depois, essa luta continua, e o Dia da Consciência Negra é um momento de ampliar sua visibilidade.









