Em um ato marcado pela unidade, cerca de duas mil pessoas, a grande maioria mulheres, estiveram na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, nessa segunda-feira, 9, para fortalecer, nas ruas, a luta contra as diversas formas de violência contra as mulheres. O chamado “#9M” prolongou para o dia 9 de março as mobilizações iniciadas na véspera, Dia Internacional das Mulheres, e apontou a continuidade das lutas das trabalhadores e dos trabalhadores para o restante do mês.
O Sintrajufe/RSque participou ativamente de toda a Construção do ato, participando dos Coletivos de Segurança e de Comunicaçãoesteve presente no ato e, ainda na Esquina Democrática, durante a concentração que esquentava as manifestantes para a marcha, a diretora Arlene Barcellos falou no caminhão de som em nome do sindicato. Ela denunciou o desmonte dos serviços públicos, dos direitos e da democracia que vem sendo imposto pelos governos de Jair Bolsonaro (sem partido), Eduardo Leite (PSDB) e Nelson Marchezan Jr. (PSDB), destacando que são as mulheres as mais atingidas por esses processos. Arlene lembrou o exemplo do Chile, onde, no domingo, 8, cerca de dois milhões de mulheres estiveram mobilizadas e convocou as presentes a continuarem nas ruas. A dirigente destacou os atos marcados para os dias 14 e 18 deste mês, e garantiu: “em defesa do serviço público, dos direitos, das mulheres, da classe trabalhadora, estamos juntas!”.
Um grande número de movimentos, sindicatos, centrais sindicais e partidos políticos estiveram representados na manifestação. Figuras públicas de destaque como Fernanda Melchionna (PSOL) e Manuela D'ávila (PcdoB), ambas pré-candidatas à Prefeitura de Porto Alegre, e Maria do Rosário (PT) e Sofia Cavedon (PT), deputadas, também estiveram presentes e fizeram falas durante o protesto. Além disso, muitas mulheres que não fazem parte de nenhuma organização também foram às ruas para dizer “chega” à violência de gênero e aos governos que a alimentam a partir de discursos machistas ou do desmonte de políticas públicas. As críticas ao governo Bolsonaro foram reiteradas nas diversas falas ao microfone e também nos cânticos entoados de ponta a ponta durante a caminhada, que seguiu pela avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares.
Durante a caminhada, a diretora do Sintrajufe/RS Ana Naiara Malavolta falou em nome da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Ela lembrou que Bolsonaro tem “as mãos sujas de sangue” de mulheres vítimas de violência, da juventude nengra, de LGBTs e de mulheres idosas agora prejudicadas pela reforma da Previdência. O discurso machista e misógino de Bolsonaro, combinado ao desmonte dos serviços públicos e dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, vem ampliando a preocupação com a vida das mulheres brasileiras. Naiara ainda convocou todas e todos para as próximas atividades marcadas para o Março das Mulheres, reforçando a necessidade de fazermos estas lutas na rua, ao lado da classe trabalhadora. No encerramento de sua fala utilizou a frase alusiva à 5ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que ocorre este ano no mundo inteiro: “Resistimos para viver, marchamos para transformar”.
1ª Jornada Feminista Plurissindical e luta em defesa dos serviços públicos e da democracia
As mobilizações de março tiveram início no dia 8, com uma panfleteação na orla do Guaíba e ensaio de Blocos Feministas de percussão, continuaram com a marcha do #9M e seguem nas próximas semanas. O Sintrajufe/RS, juntamente com outros seis sindicatos (Sindipetro/RS, Sindágua/RS, Semapi/RS, Sindibancários/POA, Assufrgs e Fetrafi), está promovendo a 1ª Jornada Feminista Plurissindical, com o tema Feminismo para mudar o mundo do trabalho , cuja faixa foi levada ao ato dessa segunda-feira. A programação da Jornada, que pode ser conferida na íntegra AQUIÂ na qual as dirigentes sindicais e especialistas debaterão o tema “Violência de Gênero no Mundo do Trabalho – assédio moral, assédio sexual, apagamento feminino e sexismo”.
Além da Jornada Feminista Plurissindical, o dia 18 de março será um importante momento de mobilização das trabalhadoras e dos trabalhadores. No Sintrajufe/RS, a categoria aprovou em assembleia geral a adesão à greve nacional do Judiciário Federal, definida pela Fenajufe. Também haverá greve nacional da Educação e diversas outras categorias e movimentos mobilizados em defesa dos serviços públicos e da democracia.










