SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Na Rádio Bandeirantes, diretor do Sintrajufe/RS questiona Lasier Martins sobre projeto que ataca estabilidade

No último sábado, 21, o Sintrajufe/RS participou novamente do programa Boca no Trombone, na Rádio Bandeirantes. O diretor Rafael Scherer representou o sindicato e teve a oportunidade de questionar diretamente o senador Lasier Martins (PSD-RS) sobre o projeto de lei que ataca a estabilidade dos servidores públicos.

Em meio ao programa, o senador Lasier Martins foi chamado ao telefone. Dialogando com o senador, Rafael demonstrou preocupação com a subjetividade das avaliações que serviriam como base a possí­veis demissões de servidores públicos de acordo com o PLS 116/2017, relatado por Lasier na CCJ. Destacou o risco de aumento de perseguições e assédio contra servidores.

Falando sobre os riscos de demissões serem utilizadas para dar lugar a apadrinhados polí­ticos ou terceirizados, Rafael lembrou que a própria terceirização irrestrita foi aprovada na reforma trabalhista, que Lasier votou favoravelmente. E questionou: “o problema da má gestão pública é dos concursados ou o problema é dos polí­ticos e dos apadrinhados?”. Lasier afirmou que projeto não quer acabar com a estabilidade, tem boa aceitação junto à população e regulamenta o que já está previsto na Constituição. O diretor do Sintrajufe/RS, porém, destacou a inconstitucionalidade do projeto, já que a competência para esse tipo de tema é privativa da Presidência da República, e foi proposto pela Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que inclusive, no atual mandato, não votou em mais de 70% das decisões do Senado.

Durante o programa, Rafael falou também sobre as ameaças à Previdência e à Justiça do Trabalho, esta última conduzida agora pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ): “com a existência da Justiça do Trabalho, muitas empresas já não respeitam os direitos trabalhistas, então imaginem se não houver Justiça do Trabalho?”, questionou o dirigente sindical. Porém, apesar dos ataques que não cessam, os trabalhadores têm que se manter em luta: “Não se pode desanimar, a saí­da é a mobilização”, afirmou.

Veja AQUI o ví­deo.