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Servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União também participarão do ato que marcará o início da campanha salarial unificada do funcionalismo em 2015 em Brasília, no mesmo dia 25, em frente ao Ministério do Planejamento, a partir das 9 horas. A atividade deverá reunir representações dos diversos segmentos dos serviços públicos federais de todos os estados do país.
As medidas do ajuste fiscal de perfil neoliberal adotadas pelo governo Dilma Rousseff (PT), que cortam direitos trabalhistas e previdenciários, serão contestadas. Os servidores querem a revogação das medidas provisórias 664 e 665, que restringem os valores e o direito à pensão vitalícia por morte, abrem caminho para a privatização da perícia médica do INSS e tornam mais difícil o acesso ao seguro-desemprego para os trabalhadores do setor privado.
O ato em Brasília terá um componente simbólico: será a primeira atividade de rua conjunta desde que as entidades sindicais nacionais que compõem o fórum que organiza a mobilização firmaram o compromisso de defender juntas uma pauta de reivindicações comum e enfrentar os ataques do governo. O Fórum dos Federais é formado por 28 entidades nacionais e três centrais sindicais (CSP-Conlutas, CUT e CTB).
Nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, o Fórum reuniu quase 400 servidores de todo o país em Brasília para debater a necessidade de construir uma campanha conjunta. A Fenajufe e sindicatos estaduais dos servidores do Judiciário e do MPU participaram e ajudaram a organizar o evento. Por consenso, firmou-se posição em torno da pauta de reivindicações conjunta, que inclui demandas como reajuste, fixação da data-base em maio, instituição de uma política salarial permanente e paridade entre ativos e aposentados. A pauta geral não se contrapõe a reivindicações específicas dos diversos segmentos do funcionalismo.
Unir forças
A unidade é ainda mais relevante e delicada quando se observa que, entre as entidades que integram o fórum, há algumas dirigidas por sindicalistas que apoiaram a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e defendem o atual governo, caso da Condsef, que reúne servidores dos ministérios e autarquias, e da CUT.
Ao longo dos debates que marcaram a construção da luta conjunta, não foram poucas as referências à greve de 2012, que, após quase uma década, voltou a unir todo o funcionalismo federal em uma mesma campanha. A intenção é fazer algo similar ou mais forte do que aquela mobilização e, se o governo não recuar e não aceitar negociar, construir as condições para um novo movimento paredista. O ato desta quarta será mais um passo tumo a esse objetivo.
Sintrajufe/RS, com informações de Hélcio Duarte Filho, LutaFenajufe Notícias








