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A empresa Schuquel Transportes e Serviços Ltda. já havia atrasado salários em 2015, mas fez o pagamento quando os trabalhadores fizeram um dia de greve. Agora, no entanto, os trabalhadores não conseguem sequer contato com a empresa. De acordo com Marco Aurélio Grefenhagen, um dos trabalhadores atingidos, a empresa havia assegurado ao TRE-RS que colocaria os pagamentos em dia no início da semana, o que não aconteceu. Depois disso, a Schuquel parou de atender às ligações do tribunal e dos terceirizados.
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Grefenhagen informa que os atrasos começaram quando a empresa deixou de pagar o salário de novembro, o que só foi feito em 15 de dezembro. Na sexta-feira, 8, quando os trabalhadores comunicaram a decisão de entrar em greve, a empresa depositou os valores referentes a vales alimentação e transporte e metade do 13º salário. Foi assegurado que o restante seria depositado na segunda-feira, o que não ocorreu.
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O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Intermunicipais, Interestaduais, Turismo e Fretamento no RS (Sindirodosul), que representa os terceirizados, ingressou com ação judicial no dia 8. O sindicato busca o pagamento dos valores atrasados de salários e benefícios, além de depósitos de FGTS que a empresa não está cumprindo. O Juízo concedeu prazo de cinco dias para que a empresa se pronuncie. O Sindirodosul também comunicou a situação ao Ministério Público do Trabalho.
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Só vamos voltar ao trabalho quando colocarem em dia. Estamos indignados, a gente está trabalhando de graça, e a empresa não nos atende, não dá qualquer explicação , afirmar Grefenhagen.
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O diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira compareceu hoje à concentração da greve dos terceirizados em frente ao TRE-RS, para prestar apoio aos trabalhadores. “É inaceitável atraso de salário em qualquer hipótese. A empresa tem recebido os repasses do TRE-RS, mas ainda assim penaliza os trabalhadores, que ficam sem sua única fonte de subsistência”, disse o diretor. “Esse é o absurdo da terceirização, que só cresce no Judiciário Federal. Menos direitos e até atraso de salários para a prestação de um serviço que é também de responsabilidade da União. Esperamos que o TRE-RS fiscalize o cumprimento dos direitos trabalhistas por parte das prestadoras de serviço, como é sua obrigação, inclusive retendo os repasses para garantir o salário dos trabalhadores. A greve e toda luta dos terceirizados terão sempre todo nosso apoio”, concluiu.









