A categoria se conscientiza da importância da luta para a conquista da reposição salarial, e as assembleias de base no interior mostram o crescimento da mobilização. Os locais de trabalho continuam enviando ao Sintrajufe/RS os resultados das assembleias de base sobre a paralisação de 48 horas desta semana, nos dias 2 e 3 de junho. O sindicato ouviu alguns colegas desses locais, para saber sua opinião sobre a mobilização.
Heldo Hastenpflug, da JF de Erechim, informa que a ideia, nos dias 2 e 3, é que os servidores se reúnam em frente ao prédio, para uma atividade à qual serão convidados os da JT. Ele está há 16 anos no Judiciário e afirma que o PCS só passa se a gente se mobiliza . Para Heldo, é preciso que o pessoal da capital e das cidades da região metropolitana se mobilize mais, vá mais para a briga . E, se não conseguirmos convencer o governo nesses dois dias, vamos ter que ir para a greve , finaliza.
Conversar sobre a mobilização está na programação dos colegas da JT de Taquara, conta Máximo Santos Neto. Nesta terça-feira, 2, a proposta é conversar no local de trabalho sobre o movimento. No dia 3, um grupo de pelo menos 10 servidores virá a Porto Alegre participar da assembleia geral estadual. Segundo o colega, a adesão é grande, há uma grande motivação dos servidores, pois nove anos de perdas salariais é quase insuportável . Máximo avalia que as próximas semanas serão decisivas e que a mobilização deve aumentar.
Na JF de Passo Fundo, os servidores conversarão com a imprensa local e darão informações sobre o PLC 28/15 e a realidade da categoria, sem data-base e sem reajuste há nove anos, diz o colega Neri Cavalheiro. É importante dar visibilidade ao movimento e informar à população sobre os motivos da paralisação, fala o servidor. Ele diz que acompanha a mobilização da categoria nas cidades próximas e afirma que, neste ano, espera mais apoio da capital, pois, com mais adesão, certamente serão alcançados melhores resultados.
Na opinião do colega da JT de São Borja Guilherme Steigleder, o calendário da Fenajufe já está um pouco atrasado, e a greve já deveria ter começado. Ele conta que, em São Borja, a adesão será de praticamente 100% dos servidores, que aproveitarão a paralisação de 48 horas para dar visibilidade à pauta da categoria e para conversar sobre os próximos passos do movimento.
O movimento na JF de Caxias do Sul tem crescido e a adesão à paralisação de 48 horas será grande, informa o colega Caciano Fochesatto. Os colegas irão se reunir em frente ao prédio, com faixas. Para Caciano, o movimento tem mostrado um fortalecimento crescente, mas, para aumentar ainda mais no interior, é decisivo que seja forte e cresça também em Porto Alegre.
Em todo o estado, a categoria irá realizar paralisação de 48 horas nos dias 2 e 3 de junho. Vamos mostrar a nossa força e a nossa indignação com as tentativas de barrar a reposição que buscamos. Por isso, é fundamental a participação de todos para que preparemos a entrada do Rio Grande do Sul na greve nacional que está sendo construída.
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