O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta sexta-feira, 10, o aumento de 64,8% no preço dos passaportes. O documento agora terá validade de dez anos (até agora valia por cinco) e seu preço passa de R$ 156,07 para R$ 257,25. Justificando a medida, Cardozo lembrou que desde 2006 não há reajuste no valor. É o mesmo período em que os servidores do Judiciário Federal seguem sem reposição salarial e, mesmo assim, o governo tentou barrar o projeto de reposição na Câmara dos Deputados e no Senado e, agora, continua evitando negociar com a categoria, que cobra a sanção do PLC 28/15.
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Em notícia publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, o ministro afirma: “Não houve aumento, mas um reajuste da inflação. Desde 2006 esses preços não eram reajustados”. O governo tem demonstrado que trabalha em uma lógica dupla: quando se trata de retirar direitos ou aumentar taxas para os trabalhadores, as justificativas aparecem. Por outro lado, em casos como a reposição salarial dos servidores do Judiciário Federal, os mesmos motivos não contam e novas justificativas aparecem em defesa do arrocho, ou do veto ao PLC 28/15.
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Os servidores do Judiciário Federal, que há um mês estão em uma greve nacional, buscam que a mesma lógica da justificativa do reajuste do preço dos passaportes seja aplicada em relação ao PLC 28/2015, que repõe as perdas salariais que a categoria acumula desde 2006 e que já chegam a 49,62%.
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Confira AQUI estudo que desmente inverdades propagadas pelo governo e pela mídia sobre a reposição salarial dos servidores do Judiciário Federal.









