SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Mesmo após mobilizações, decisão judicial é adiada e Rafael Braga segue preso

Teve iní­cio nesta terça-feira, 1º de agosto, o julgamento do habeas corpus pedido pela defesa de Rafael Braga, preso no iní­cio deste ano em um estranho processo, perseguição que havia sido iniciada em 2013. Ele é o único preso das Jornadas de Junho de 2013 que continua detido, após ter sido solto e mais uma vez recolhido à prisão.

Rafael Braga foi preso em 2013 por portar pinho-sol, que usava em seu trabalho como guardador de carros. Foi o único condenado das Jornadas de Junho, permanecendo na cadeia até o final do ano passado, quando obteve direito à prisão domiciliar. Porém, em janeiro de 2017, foi preso novamente, e condenado em abril. A acusação, de envolvimento com o tráfico de drogas, sustenta-se apenas na palavra dos policiais. A defesa afirma que as drogas ( 0,6g de maconha, 9,3g de cocaí­na, além de um rojão) foram plantadas na mochila de Rafael pelos policiais que o abordaramnada incomum no Brasil.

Diversas mobilizações têm sido realizadas em todo o Brasil, inclusive em Porto Alegre, pela soltura imediata de Rafael Braga. Porém, no iní­cio do julgamento de seu pedido de habeas corpus, nesta terça-feira, os dois primeiros votos foram por sua condenação, e um pedido de vista adiou a decisão. No entanto, com dois votos já desfavoráveis, as chances da defesa de Rafael conseguir reverter a prisão são í­nfimas, já que seria necessária a mudança de posição de um dos dois desembargadores que já votaram. Por isso, se faz necessário ampliar a pressão popular, que tem sido liderada pelo movimento negro, para que essa injustiça não permaneça em vigência.