SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Marchezan sanciona lei que busca impedir protestos em Porto Alegre

Sob a máscara de “Lei Antivandalismo”, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), sancionou na terça-feira, 13, a lei complementar 832/2018, que tem por objetivo real impedir protestos nas ruas de Porto Alegre. A nova lei autoriza a multa cobrança de multa de mais de R$ 400 mil contra organizadores de manifestações não autorizadas previamente pela prefeitura. Trata-se, portanto, de um grave ataque à democracia e ao direito à manifestação e à participação polí­tica.

Marchezan, defensor, na teoria, do Estado mí­nimo, quer Estado máximo para coibir manifestações populares. Ataca um direito fundamental em qualquer sociedade minimamente democrática, o direito a manifestações coletivas, a participar da polí­tica e ocupar os espaços públicos para manifestar preferências e posicionamentos sobre os rumos da sociedade. Marchezan e o PSDB tentam coibir esse direito com uma lei disfarçada de “antivandalismo”.

O próprio Marchezan participou de manifestações, no Parcão, junto com os piores setores da direita brasileira. Porém, o que busca com essa lei é tolher o direito de manifestação dos trabalhadores, a única arma dos de baixo contra os poderosos. Apenas assim, impedindo que as pessoas estejam nas ruas em luta, Marchezan e seus parceiros podem conseguir implementar o projeto de cidade, de estado e de paí­s que pretendem, favorecendo interesses particulares dos mais ricos. O atual prefeito vem deixando a cidade descuidada, acabando com o histórico protagonismo progressista de Porto Alegre. Faz de sua gestão do que é público um pequeno reinado, atropelando a divergência com truculência e autoritarismo. Todo esse processo é reforçado com uma lei como essa.

Diversas entidades sindicais e movimentos estão se manifestando contra esse absurdo, e o Sintrajufe/RS irá buscar, junto a sua assessoria jurí­dica, informações sobre possí­veis caminhos para enfrentar essa lei autoritária e inconstitucional. Não sairemos das ruas!