SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Justiça nega pedido da Prefeitura de Porto Alegre para reajustar passagem de ônibus; novo ato público acontece na segunda-feira

A Justiça decidiu negar, na última quinta-feira, 25, pedido da Prefeitura de Porto Alegre para anular decisão de um dia antes que impedia o aumento no preço das passagens do transporte coletivo. O prefeito José Fortunati, em parceria com as empresas de ônibus, chegou a aumentar o valor da passagem de ônibus de R$ 3,25 para R$ 3,75, mas o valor retornou aos R$ 3,25 após decisão liminar da juí­za da 5ª Vara da Fazenda Pública Karla Aveline de Oliveira.

 

A liminar foi emitida na noite de quarta-feira, como resultado de uma ação movida por lideranças do Psol (os vereadores Fernanda Melchionna e Alex Fraga, o deputado estadual Pedro Ruas e a pré-candidata à Prefeitura de Porto Alegre, Luciana Genro) e da forte pressão das ruasna segunda-feira o Bloco de Luta pelo Transporte Público havia mobilizado pelo menos duas mil pessoas contra o aumento.

 
Após a liminar, Fortunati tentou anulá-la, ainda na mesma noite, mas não obteve sucesso. O prefeito chegou a chamar de “populista” a decisão judicial que deixou R$ 0,50 mais barato cada caminho dos trabalhadores da cidade. Apesar da revolta do prefeito e das empresas de ônibus, a passagem continua custando R$ 3,25 até que uma decisão definitiva seja tomada.

 
Em 2013, pouco antes do auge das mobilizações populares na cidade, uma decisão parecida foi tomada pela Justiça após ação de integrantes do Psol, impedindo o aumento de R$ 2,85 para R$ 3,05. A vitória em Porto Alegre, naquela ocasião, foi um dos motores da série de manifestações que acabaria espalhando-se por todo o Brasil.
 

Para garantir a manutenção da decisão judicial e continuar a luta em defesa do transporte público, o Bloco de Luta está convocando novo protesto para a próxima segunda-feira. A mobilização terá iní­cio às 17h30min, em frente à Prefeitura, e deve contar com uma grande variedade de movimentos, coletivos e entidades.