Servidores explodiram em comemoração, dentro e fora do Senado, quando os senadores aprovaram por 62 votos favoráveis e nenhum contrário, por volta das 22h30min da noite da terça-feira, 30, o projeto de lei que recupera nove anos de perdas salariais acumuladas dos servidores do Judiciário Federal, o PLC 28/2015. Justiça, justiça, justiça , gritaram em coro os servidores que assistiam à sessão das galerias, sob o olhar e o silêncio dos senadores.
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Igualmente festejavam, do lado de fora, pelos menos 300 servidores que permaneciam em vigília no STF e na entrada lateral do Senado, assistindo à sessão pelo telão do sindicato, sobreviventes dos entre oito e dez mil que estiveram ali poucas horas antes. A catarse expressava seis anos de lutas e muitas greves, paralisações, caravanas, protestos, pressões sobre parlamentares e ministros do Executivo e do Judiciário. Por todo o país, milhares de servidores acompanhavam a sessão pelas redes sociais, pela TV Senado ou pelas informações repassadas pelos sindicatosem muitos locais as vigílias se prolongaram até a votação, como no caso do Rio Grande do Sul.
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As comemorações foram acompanhadas do compromisso de manter a luta e a greve, uma das mais fortes já realizadas no Judiciário Federal e MPU, para impedir que a presidente Dilma Rousseff (PT) vete o projetocomo ameaçou, logo após a votação, o líder do governo na Casa, senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Ou, em caso de veto, para derrubá-lo no Congresso Nacional.
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Representações de todo o país
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A votação foi o ponto culminante de um dia de lutas iniciado nas primeiras horas matinais, com a “recepção” de senadores no aeroporto e, depois, nos gabinetes e corredores do Senado. E que desde a manhã reuniu gente na Praça dos Três Poderes. Por volta das 12 horas, já eram muitos os que ocupavam a frente do Supremo Tribunal Federal, na manifestação nacional convocada pelos sindicatos e pela Fenajufe. A maioria, naturalmente, era do Distrito Federal. Mas havia gente de todo o país. Do Rio Grande do Sul, o Sintrajufe/RS enviou uma caravana com 20 colegas.
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Por volta das 15 horas, estima-se que já fossem entre oito e dez mil os manifestantesnum dos maiores atos da história da categoria. Por quase sete horas a via ao lado do Senado ficou bloqueada pelos servidores. Nos estados, transcorriam os apagões e manifestações.
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Luta agora é “não ao veto”
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A sessão do Senado começou tarde, por volta das 18 horas, após o término da reunião dos líderes que definiu pela manutenção do PLC 28/2015 na pauta. A medida provisória sobre o reajuste da tabela do Imposto de Renda foi o primeiro e demorado item votado. Em seguida, entrou em discussão o requerimento de adiamento da votação do PLC 28/2015 por 30 dias, assinado pelos senadores Delcídio Amaral, Humberto Costa (PT-PE), líder do PT no Senado, e José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso. Eles justificaram o pedido com dois ofícios, um do Ministério do Planejamento e outro do presidente do STF, Ricardo Lewandowski. O argumento, porém, naufragou quando se constatou que o ofício de Lewandowski comunicava que as negociações estavam ocorrendo, mas não solicitava a retirada do PLC de pauta. Após um longo debate, os senadores rejeitaram por ampla maioria o pedido de adiamento. Em seguida, rapidamente, aprovou-se a inversão de pauta para que o PLC 28/2015 pudesse ser apreciado de imediato, sendo aprovado por 62 votos a zero.
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Na comemoração, os servidores cantaram a parte inicial do Hino Nacional. Pouco depois, deixaram as galerias para se juntar aos companheiros de luta que seguiam na vigília do lado de fora. Ao declarar o voto, muitos senadores assinalaram o compromisso de votar pela derrubada do veto caso a presidente Dilma não sancione o projeto. O senador Cristóvão Buarque (PDT-DF) propôs a formação de uma comissão de senadores para procurar a presidente e solicitar que ela não vete o reajuste.
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A alegria não ofuscou o alerta, dado por muitos servidores, de que se superou etapa de uma luta que ainda está por vencer. Nas redes sociais, servidores postaram que agora os servidores terão que fazer a maior greve da história para impedir ou derrubar o veto. Um colega registrou que é, sim, apenas uma batalha, e que a luta vai continuar, mas observou: Como é bom ganhar batalhas .
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.









