SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Juntamente com outros sindicatos, Sintrajufe/RS busca reajuste para benefí­cios

O Sintrajufe/RS esteve presente em Brasí­lia nesta semana para, juntamente com outros sindicatos do Judiciário Federal, contestar a polí­tica dos tribunais superiores em relação ao congelamento do orçamento. O diretor Rafael Scherer representou o sindicato nas atividades que tiveram como objetivo defender o reajuste dos benefí­cios assistenciais dos servidores: auxí­lio-alimentação, auxí­lio-saúde e assistência pré-escolar.

Nas reuniões transcorridas no Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), no Conselho da Justiça Federal (CFJ), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), eles defenderam o entendimento de que o inciso I do artigo 109 da Emenda Constitucional 95 exclui reajustes salariais decorrentes de leis anteriores a ela dos cálculos para cortes posteriores impostos pelo novo teto no orçamento da União.

Essa é uma definição importante para a consolidação dos limites orçamentários impostos pelo congelamento. Apresentamos uma outra interpretação da Emenda Constitucional 95. O que a gente constatou é que eles colocam o PCS dentro do nosso orçamento dos próximos anos. Essa é uma visão que vem de dentro do ministério do Planejamento, mas não é o que diz a lei , relata Claudia Vilapiano, servidora em São Paulo e integrante da direção do Sintrajud/SP.

Mobilização

As reuniões com os setores orçamentários e financeiros ocorreram na terça, 19, e na quarta-feira, 20, em Brasí­lia, e, além do Sintrajufe/RS, tiveram a participação de representações do Sintrajud/SP, do Sintrajusc, do Sindjus/DF e da Fenajufe. O Sitraemg participou da reunião no CNJ, a única ocorrida nesta quarta-feira. Também estiveram presentes o economista Washington Lima, que assessora o Sintrajud/SP e o Sintrajusc, e o assessor parlamentar Alexandre Marques.

O objetivo da iniciativa é pautar nacionalmente na categoria um movimento que defenda mais recursos para os benefí­cios assistenciais e que conteste o ajuste orçamentário que vem sendo aplicado no Judiciário e no MPU.

Estudo

Os servidores apresentaram estudos do economista Washington Lima que mostram que há recursos orçamentários que poderiam ser remanejados para reajustar benefí­cios assistenciais. Também constatam que houve um aumento considerável no orçamento dos tribunais em 2017, que contrasta com uma retração nos recursos destinados aos benefí­cios. “Os dados que apresentamos não foram contestados. A margem no orçamento é muito grande, e o que reivindicamos para os benefí­cios representa muito pouco diante do orçamento desses órgãos , disse Washington, logo após as reuniões.

O economista e dirigentes sindicais avaliaram que nas reuniões se observou que os tribunais superiores assimilaram, aparentemente sem contestação, a polí­tica orçamentária determinada pelo governo federal. “O problema é que não tem quem esteja brigando com o Planejamento para que se faça algo diferente disso. Temos uma ministra no STF que não se opõe a essa limitação orçamentária grave que o Poder Judiciário está sofrendo e nem às interpretações que o Planejamento faz da Emenda Constitucional 95 para aplicação no Judiciário”, disse Claudia.

Ajuste fiscal

Constatou-se que os tribunais, embora tenham um orçamento disponí­vel para 2017 superior ao do ano passado, estão sob determinação de conter os gastos ao limite permanente da EC 95. O orçamento está maior esse ano porque a emenda constitucional permite que, até 2019, o Executivo transfira até 0,25% dos seus limites orçamentários para os demais poderes.

O problema é que, ao fazer isso, alertam os dirigentes sindicais, a cúpula do Judiciário corrobora com uma polí­tica de congelamento e ajuste fiscal que prejudica os servidores, os serviços prestados à população e, num futuro próximo, pode até mesmo inviabilizar o funcionamento dos tribunais.

Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, Temos a clareza de que a decisão de não reajustar os benefí­cios é polí­tica, e não uma imposição da Emenda Constitucional 95. Existe um receio muito grande entre os gestores de se aumentar as ˜despesas continuadas™, como o reajuste dos benefí­cios dos servidores. Porém, a interpretação que o Judiciário está fazendo da EC 95 é a pior possí­vel: estão considerando o reajuste dos servidores para os limites da Emenda. Assim o cobertor fica muito curto, e a cúpula do Judiciário busca economizar cada centavo com os servidores, enquanto o auxí­lio-moradia para os juí­zes segue sendo pago religiosamente . Ainda de acordo com Rafael, só existe uma saí­da: a mobilização. Temos que pressionar a ministra Cármen Lúcia para reajustar os benefí­cios, ou podemos esperar um congelamento em 2017 que terá impacto nos próximos 19 anos , alertou.

Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notí­cias, por Hélcio Duarte Filho.