SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Janeiro Branco: preconceitos impedem que se fale sobre dores emocionais

É normal que as pessoas, em alguns momentos e situações, sintam tristeza e angústia. Mas quando [esses sentimentos] custam a ir embora, é sinal de que a saúde não vai bem e precisa de cuidados , afirma a coordenadora de Atenção à Saúde e Qualidade de Vida na Universidade de Brasí­lia, Adelina Moreira.

Acostumada a lidar com casos de servidores que buscam atendimento psicológico, a maioria deles em crise por problemas relacionados ao trabalho, Adelina afirma que falar sobre sentimentos e emoções é tabu na sociedade por causa do estigma em torno de quem sofre de algum tipo de transtorno mental. Segundo ela, as pessoas demoram a perceber que estão doentes e a procurar ajuda, pois o sofrimento psí­quico é visto como fraqueza e motivo de vergonha. 

É preciso vencer o preconceito e falar sobre as dores emocionais, buscando os cuidados necessários , defende. Uma simples tristeza pode evoluir para um quadro psí­quico mais grave e a crise não avisa quando vai chegar , diz Adelina, alertando que não vale a pena sofrer em silêncio .

Falar sobre sentimentos, colocar em evidência temas de saúde mental a fim de prevenir o adoecimento emocional são os principais objetivos da campanha Janeiro Branco . Criada em 2013 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abraão, a campanha teve sua primeira edição em janeiro de 2014. Desde então, vem ganhando força no Brasil e já está sendo adotada em algumas cidades dos Estados Unidos, Portugal, Japão e Angola.

Sintrajufe/RS, com informações de UnB Notí­cias