
Na noite de ontem, em homenagem ao Mês da Consciência Negra, o Sintrajufe/RS promoveu, no Salão Alê Junqueira, uma Homenagem à Expressão da Cultura Negra. Ao falar na abertura da atividade, a diretora Adriane Becker lembrou que, por mais de três séculos, no Brasil, os negros foram considerados mercadorias, trocados, comprados e vendidos. Essa coisificação do negro naturalizou uma visão de inferiorização, desumanização, que serviu para perpetrar a exploração do trabalho e a violência, continuou Adriane. Para ela, enquanto não houver igualdade e respeito, será necessário promover não um mês ou um dia, mas todos os dias serão dias da consciência negra, até que a cor da pele signifique apenas isto: a cor da pele.
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A atividade cultural teve início com a entrada no Salão do Coral do Centro Ecumênico de Cultura Negra (Cecune). O Cecune, com acompanhamento de percussão, começou cantando Nkosi sikelel’ iAfrika ( Deus abençoa a áfrica ), que, desde 1997, é o Hino da áfrica do Sul e combina em sua letra o Hino do Congresso Nacional Africano. O coral seguiu emocionando o público com canções populares e folclóricas, finalizando com a Lugarejo , de Giba Giba.
 
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O ator Sirmar Antunes declamou poemas de poetas negros como Oliveira Silveira, Paulo Ricardo de Moraes (Baiano) e Solano Trindade. Sirmar mostrou todo o seu talento ao interpretar poemas de maneira apaixonada, arrancando muitos aplausos da platéia.
 
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A noite terminou com uma empolgada apresentação da cantora Nanci Araújo. Com músicas que fizeram sucesso com cantoras como Clara Nunes e Alcione ou em composições de autores como Gonzaguinha, a artista, acompanhada do grupo Os Quilombolas, fez o público cantar e até dançar. Para fechar, teve uma palhinha da cantora Lu Pinheiro.








