Servidores públicos federais pretendem voltar à Câmara dos Deputados, a partir desta segunda-feira, 22, para pressionar os parlamentares contra o projeto de lei complementar 257/2016, que estabelece contrapartidas para o parcelamento das dívidas dos estados com a União que podem levar ao sucateamento do serviço público. O Sintrajufe/RS está em Brasília mais uma vez nesta semana, representado pela colega Ana Margareth (aposentada JE Porto Alegre), eleita para a nova direção do sindicato. Ela também atua, nesta semana, pela aprovação do PLN 3/2016, que possibiita a implementação da isonomia entre chefias de cartório da Justiça Eleitoral.
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Na reunião do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), realizado na quarta-feira, 17, os representantes sindicais aprovaram como prioridade o envio de representações a Brasília para pressionar deputados e senadores.
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Projeto é associado à PEC 241
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O governo interino de Michel Temer (PMDB) joga peso na aprovação da proposta, que chegou ao Legislativo em março ainda pelas mãos da presidente Dilma Rousseff (PT), afastada após a abertura do processo de impeachment. Na essência, o projeto está cada vez mais associado à Proposta de Emenda Constitucional 241/2016, essa da lavra do próprio presidente interino, que congela as despesas primárias da União por 20 anos.
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O Planalto não encontra, porém, facilidade para aprovar o PLP 257. Em parte, por conta de desentendimentos na base aliada. Mas a pressão dos servidoresnão apenas federais, como estaduais e municipaistambém tem cumprido papel destacado nesse seara. Para aprovar o texto-base, teve que ceder na propostadesde a maior parte dos itens que se referiam à Lei de Responsabilidade Fiscal até a exclusão, já na hora da votação em plenário, do ponto que explicitamente determinava que os estados ficariam proibidos por dois anos de conceder aumentos salariais a servidores e promover concursos públicos.
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O texto aprovado, no entanto, congela o orçamento dos estados por dois anos, ao estipular que a variação deles não poderá ser superior à previsão orçamentária do ano anterior acrescida da correção da inflação medida pelo IPCA.
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Há ainda outro aspecto que preocupa. Embora tenha caído a maior parte dos itens que se referiam à meta fiscal e à LRF, que atingiam diretamente o conjunto do funcionalismo, ficou o que muitos parlamentares da oposição veem como uma armadilha: a alteração de um breve item da Lei Fiscal: a troca da expressão “funcionalismo público” pelo termo “despesa com pessoal”.
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Avaliação
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Não faltam motivos para se desconfiar que essa mudança tenha por objetivo incluir os gastos com terceirizações nos limites das despesas com a folha de pagamento. Essa medida estava, de maneira explícita, no texto original. Acabou sendo retirada. Mas parece ter persistido de modo implícito nesses termos. O relator do substitutivo que foi votado, deputado Esperidião Amim (PP-SC), disse que não. Mas nem a oposição nem os servidores acreditam.
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É a reversão disso o que pretendem dois dos quatro destaques que podem ser votados nas sessões da semana legislativa que se inicia na segunda-feira, 22veja ao final deste texto. Para o cientista político Antonio Augusto Queiroz, que presta assessoria parlamentar à Fenajufe, o governo está atuando para que haja quórum e os destaques sejam apreciados. São grandes as chances de que isso ocorra ao longo da semana, avaliou, mas pouco provável que se dê já na segunda-feira.
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Sessão conjunta
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A convocação da sessão do Congresso Nacional para a terça-feira, 23, está mantida. Com isso, chefes de cartório de todo o país devem se deslocar a Brasília para defender a aprovação do PLN 3/2016, o projeto que permite a aplicação da lei que instituiu a isonomia entre cartórios do interior e da capital.
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A expectativa é de que o conjunto dos servidores do Judiciário Federal e do MPU, ao lado dos demais federais, se unam numa mesma luta: contra o PLP 257 e pela aprovação do projeto que faz justiça nos tribunais eleitorais.
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Veja os destaques que podem ser votados:
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* Destaque 23, de autoria do PT: que suprime o dispositivo que inclui despesa com pessoal nas metas e compromissos dos Programas de Acompanhamento Fiscal (inciso III do § 1º do art. 5º da Lei Complementar 148/2014, na redação dada pelo art. 7º da Subemenda Substitutiva Global);
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* Destaque 24, de autoria do PT: suprime o dispositivo que inclui despesa com pessoal nas metas e compromissos dos Programas de Acompanhamento Fiscal (inciso III do art. 2º da Lei 9.496/1997, na redação dada pelo art. 8º da Subemenda Substitutiva Global);
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* Destaque 15, de autoria do PRB: que acrescenta artigo para que os orçamentos das administrações tributárias não sejam afetados por corte e teto de gastos, conforme teor abaixo (emenda 246):
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– Art. As administrações tributárias serão dotadas dos recursos orçamentários-financeiros para o pleno exercício de suas atividades, não se aplicando o disposto nos artigos 22 e 23 desta Lei Complementar às despesas da administração tributária e respectivos servidores de carreiras específicas.
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* Destaque 22, de autoria do PT: que acrescenta emenda com o seguinte teor (emenda 291):
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– Art. O Cumprimento das condicionalidades requeridas aos Estados e ao Distrito Federal somente serão exigidas após aprovação pelo Congresso Nacional de proposta de emenda constitucional, enviada pelo Poder Executivo, que amplie em 2% (dois por cento) a parcela do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados que a União entrega anualmente aos estados e ao Distrito Federal, via Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do artigo 159 da Constituição Federal.
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Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput deste artigo, a União entregará ao Fundo de Participação dos Estados e Distrito Federal 1% dos produtos da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados a partir de 1º de janeiro de 2017, acrescentando-se mais 1% em 1º de janeiro de 2018 .
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.
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