SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Governo não negocia com servidores, mas afirma ter dinheiro de sobra para a dí­vida pública e deve liberar R$ 1 bilhão em emendas para agradar ao Congresso

Enquanto os servidores do Judiciário Federal amargam nove anos sem reposição salarial, perdas de quase 50% e ausência de negociação efetiva em torno do projeto de reposição da categoria, fica claro que dinheiro não é problema para o governo. Declarações da presidente Dilma Rousseff (PT) e do lí­der do governo no Senado, Delcí­dio do Amaral (PT-MS), deixam claro que a causa das tentativas de barrar o PLC 28/2015 são polí­ticas, e não econômicas.
 

Na quinta-feira, 11, em Bruxelas (Bélgica), a presidente Dilma declarou que os salários não têm um peso muito significativo nos gastos do paí­s e destacou: Continuamos com US$ 370 bilhões de reserva (equivalentes a R$ 1,1 trilhão) e completou: Temos dinheiro para a pagar a dí­vida sobrando . Em 2014, o governo federal gastou R$ 978 bilhões com juros e amortizações da dí­vida pública (45% do orçamento). No entanto, para repor as perdas dos servidores do Judiciário Federal, o governo alega não possuir recursos, assim como usa a crise como pretexto para retirar direitos da classe trabalhadora.

 
Ao mesmo tempo, em entrevista publicada nesta sexta-feira, 12, no blog do jornalista Fernando Rodrigues, o senador Delcí­dio do Amaral, lí­der do governo no Senado, afirmou que o Palácio do Planalto vai autorizar a liberação de R$ 1 bilhão em emendas ao Orçamento para deputados e senadores. A entrevista foi concedida ao programa Poder e Polí­tica , do portal Uol. Delcí­dio explicou que a ideia é reforçar as bancadas governistas dentro do Congresso e finalizar as votações de medidas do ajuste fiscal. O pagamento deve começar já em junho.




Fontes: Blog do Fernando Rodrigues e Palácio do Planalto.