A votação do PLP 257 na Câmara dos Deputados, convocada para hoje, foi adiada. Isso se deveu à forte pressão de centenas de servidores que se mobilizaram contra o projeto em Brasília, nesta terça-feira, 2.
Ao longo de todo o dia, centenas de servidores de diversas categorias, inclusive do Rio Grande do Sul, municipais, estaduais e federais, pressionaram deputados e lideranças na busca por barrar o projeto. No início do dia, foi grande a dificuldade para acessar a Casa, chegando a haver tumulto e uma porta quebrada. Ainda assim, os servidores não esmoreceram e, ao longo de toda a manhã e tarde, visitaram gabinetes de deputados e circularam pelos corredores na tentativa de evitar a votação, acelerada ao máximo pelo governo interino. No final da tarde, servidores chegaram a montar um “corredor polonês” no acesso ao plenário, buscando ampliar a pressão com diversos cantos e palavras de ordem, como “ô deputado / preste atenção / 257 / vote não”.
Enquanto isso, o governo interino seguia agindo para que ao menos o texto principal fosse votado nesta terça. Além dele, havia muitos destaques e emendas a serem apreciados pelos deputados, o que torna imprevisível a dimensão dos ataques contra o serviço público que resultaria da aprovação, ao mesmo tempo em que torna necessária a mobilização conjunta e incansável dos trabalhadores para defender cada direito ameaçado.
ÉÂ grande a dificuldade para barrar o projeto, já que, apesar da mobilização, há também forte pressão dos governadores, aliados a uma grande base do governo interino que quer aprovar esse e outros ataques ao funcionalismo, avalia o diretor do Sintrajufe/RS e da Fenajufe, Cristiano Moreira, que está em Brasília juntamente com o diretor de base Rodrigo Mércio (eleito para a nova direção do sindicato). Ainda assim, a luta deve continuar, especialmente tendo-se em conta que algumas bancadas já sinalizaram votar contra o texto principal do PLP 257/2016 ou ao menos buscar a retirada de alguns artigos, como o 11, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Esta é a primeira batalha de uma guerra em defesa dos nossos direitos”, alerta Cristiano. Além do PLP 257/16, a categoria enfrenta os ataques da PEC 241 e a reforma da Previdência anunciada pelo governo interino, que exigirá mobilização e unidade de todos os servidores.
Cristiano destaca que é necessário acompanhar todo o processo de votação para buscar evitar um prejuízo grande nos ataques que vêm sendo desferidos contra o funcionalismo público. Nesse sentido, servidores do Rio Grande do Sul presentes à capital federal já começaram a discutir informalmente iniciativas comuns para a sequência da luta, informa o dirigente.
Pedido de vista adia votação da PEC 241/16
Um pedido de vista conjunto adiou a votação da PEC 241. A proposta de emenda constitucional é outro ataque desferido pelo governo contra o funcionalismo, propondo o congelamento de gastos públicos por 20 anos para o pagamento da dívida pública.









