Sem acordo com sindicalistas, Jucá adia votação na Comissão Mista, mas insiste em votar projeto
Pressionado por dirigentes sindicais, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) aceitou retirar o projeto que restringe o direito de greve nos serviços públicos da pauta desta semana da Comissão Mista voltada para a regulamentação de itens da Constituição, mas disse que colocará a matéria em votação na reunião do dia 17 de dezembro, a última do ano.
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As negociações entre o relator do projeto, que tem aval do governo, e as centrais sindicais não levou a resultados significativos. Houve algum recuo nas restrições, mas não são capazes de mudar o perfil do projeto. Pelo texto atual, boa parte do serviço público é enquadrada como “essencial”. Aí se encontra o Judiciário Federal. Neste caso, as restrições são mais severas e, na prática, inviabilizam a greve. Um exemplo é a exigência de manutenção de 70% do efetivo do órgão paralisado trabalhando.
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Mas mesmo setores não definidos como essenciais escapam das medidas que tentam cercear o constitucional direito à greveé o caso da exigência de manter 40% dos servidores trabalhando e a permissão para que a administração suspenda o pagamento dos salários após o início da paralisação, caso não haja acordo entre as partes.
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Embora as centrais sindicais participem das mesmas reuniões e busquem atuar em conjunto, não há consenso sobre o tema entre a CSP-Conlutas e as outras cinco entidades, entre elas a CUT. A Central Sindical e Popular defende a posição aprovada nos fóruns das entidades nacionais do funcionalismo, que veem em qualquer tentativa de regulamentar o que é um direito já praticado o objetivo de cercear os movimentos paredistas e criminalizá-los. As centrais mais próximas ao governo, no entanto, querem atrelar a discussão do direito de greve à aprovação da negociação coletiva, o que pode levar a um desfecho em que admitam certas restrições.
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Houve acordo entre todos os representantes sindicais em torno de 23 itens considerados contrários ao direito de greve previstos no projeto de Jucá. Há ainda consenso quanto à necessidade de evitar que ele seja votado agora na Comissão Mista das Regulamentações. “Temos que chamar as entidades a estarem presentes em Brasília para não permitir que acabem com o direito de greve”, defende Saulo. Â
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Fonte: Luta Fenajufe Notícias







