SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Futuro ministro da Casa Civil de Bolsonaro defende reforma da Previdência ainda pior que a de Temer

Em entrevista na manhã desta segunda-feira, 29, apenas um dia após Jair Bolsonaro (PSL) eleger-se presidente, seu principal assessor e futuro ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni (DEM), defendeu uma reforma da Previdência ainda pior do que a proposta por Michel Temer (MDB). A declaração de Lorenzoni é a refirmação da preocupação que o Sintrajufe/RS já havia expressado durante a disputa eleitoral, de que Bolsonaro pretendia atacar rápida e diretamente o direito à aposentadoria dos trabalhadores.

Em fevereiro, graças às mobilizações dos trabalhadores, o governo Temer desistiu de sua proposta de reforma da Previdência, que, na prática, acabaria com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros. Agora, o futuro ministro da Casa Civil quer um ataque ainda mais drástico. Na entrevista concedida à Rádio CBN, chamou a reforma de Temer de “remendo” que “não duraria cinco anos”: vou repetir: o que está hoje no Congresso faz um ajuste de curtí­ssimo prazo, não dura cinco anos esse alí­vio . Eu defendo que ele [Bolsonaro] faça de uma única vez, lá quando ele já for o presidente e algo proposto para que dure 30 anos”.

Na mesma entrevista, Lorenzoni afirmou que o primeiro passo será separar a Previdência da assistência social, o que descaracteriza a aposentadoria como parte da rede de proteção social. O objetivo oculto, como já era o de Temer, é fortalecer os bancos privados a partir da Previdência privada, destruindo a Previdência pública e jogando na pobreza quem trabalhou a vida toda. Os servidores públicos, é claro, devem ser o primeiro alvo.

Mesmo sem sabermos exatamente como será o trato do governo Bolsonaro com os divergentes, precisamos, desde já, estarmos alertas e prontos para as mobilizações que certamente serão necessárias. O contexto é difí­cil, mas nossa única arma é e será nossa luta coletiva, o mesmo caminho que trilhamos no enfrentamento à reforma de Temer precisará ser seguido no próximo perí­odo.