O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho, precisa deixar o cargo ou ser dele retirado. Com seu apoio incondicional à reforma trabalhista e ao governo de Michel Temer (PMDB), Gandra tem tomado publicamente posições que afrontam diretamente o que necessita a Justiça do Trabalho.
Com Ives Gandra Filho na Presidência, o TST transformou-se em um mero apêndice do governo Temer. Pior: esse apêndice tem servido para atuar justamente no sentido contrário do que deveria ser a função primordial do Tribunal, de fortalecimento da Justiça do Trabalho. Em declarações públicas e em ações políticas, Gandra defendeu, ao longo de toda a tramitação, a reforma trabalhista recém aprovada no Senado. Para completar, esteve presente à cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, em que Temer sancionou esse que é o maior ataque à CLT desde a sua criação.
O presidente do TST tem falado amorosamente sobre a reforma trabalhista e, por outro lado, atacado magistrados e trabalhadores do Judiciário Federal que se mantêm em defesa da Justiça do Trabalho. Ao mesmo tempo em que apresentou reclamações disciplinares contra os juízes Valdete Souto Severo e Jorge Luiz Souto Maior por artigo em que os dois criticam a reforma, Gandra dá declarações afirmando que o projeto de Temeragora transformado em lei, com sua bênçãotrata-se de uma “resposta ao ativismo da Justiça do Trabalho”.
As declarações constantes de Gandra sobre a reforma e sobre seu entendimento a respeito da atuação da Justiça do Trabalho são um verdadeiro acinte à JT e a todos os que dela fazem partemagistrados, trabalhadores, advogados e cidadãos em geral que usufruem dos direitos garantidos pela Justiça. Tanto é assim que a ampla maioria das entidades de representação de todos esses segmentos têm se manifestado oficialmente contra a reforma. Apesar disso, Gandra só fala em nome de Temer e dos grandes empresários, seguindo na defesa do desmonte da CLT.
O Sintrajufe/RS repudia publicamente, mais uma vez, as declarações do presidente do TST na contramão dos segmentos que deveria representar e defender. A crítica à reforma trabalhista é um dever de todos os que defendem os direitos dos trabalhadores, assim como a defesa da existência e da autonomia da Justiça do Trabalho. O maior órgão jurisdicional da Justiça do Trabalho não pode seguir com um presidente que não representa opinião de servidores, magistrados ou advogados. Não fala em nosso nome! Fora Ives Gandra!









