SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Fim de “privilégios” a servidores é ponto central da reforma

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), informou que as lideranças partidárias devem se reunir a partir desta quinta-feira, 9, para discutir mudanças na proposta de reforma da Previdência e fazer uma proposta aglutinativa para ser apreciada no plenário da Câmara. Apesar da propaganda do governo, a população percebe que as mudanças praticamente impedirão a aposentadoria e pesquisas mostram que a medida não tem apoio da maioria. Em um ano pré-eleitoral, os parlamentares não querem se arriscar.

 

Maia disse que todo o texto poderá ser negociado, menos o que chama de privilégios a servidores públicos . Em discurso, o relator atacou as regras de aposentadorias dos funcionários públicos e afirmou que não há chance de a reforma permitir regras diferentes para servidores e trabalhadores da iniciativa privada. Da mesma forma, disse que é imexí­vel a fixação da idade mí­nima, embora não tenha garantido que permanecerá a exigência nos patamares de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. O relator considera absurdo o trabalhador se aposentar por tempo de serviço.

 

O governo informou que mantém apoio ao texto aprovado na comissão especial. Nesta quinta-feira, o ministro da Economia, Henrique Meirelles, voltou à carga, dizendo que é preciso manter pontos como idade mí­nima para homens e mulheres, perí­odo de transição e similaridade entre as previdências pública e privada. O governo de Michel Temer (PMDB), com 0% de aprovação da população, está priorizando seu compromisso com os banqueiros e os agentes financeiros, de passar para a iniciativa privada a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.