SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Envie e-mails aos parlamentares gaúchos contra a reforma da Previdência

Em um momento de ataque à previdência pública no Brasil, é necessário o empenho de todos nas ruas e também na pressão sobre os parlamentares para que votem NÃO à proposta de desmonte da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Por isso, o Sintrajufe/RS convoca os colegas a encherem as caixas de e-mail dos deputados federais e senadores gaúchos.

Para enviar o e-mail, coloque, no assunto da mensagem: Vote NÃO à PEC 6/2019 . Copie toda a lista de e-mails que está no final desta notí­cia e cole no campo destinatários do e-mail. Cole o texto abaixo no corpo da mensagem e envie. Fale com outros colegas, amigos e parentes para que façam o mesmo. Pressão total contra a reforma da Previdência!

Excelentí­ssimo(a) parlamentar,

Está em tramitação na Câmara a proposta de emenda à Constituição nº 06/2019, uma reforma da Previdência que termina com a previdência social e pública no Brasil, autorizando a criação por lei complementar do regime de capitalização previdenciária. Esse regime resultou em desastre social em outros paí­ses da América Latina, como México, Colômbia e Chile. No Chile, foi implementado em 1981 pelo ditador Augusto Pinochet, com a ajuda do atual Ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes. Diferente das promessas do governo chileno à época, o resultado dessa medida foi uma redução significativa do valor dos benefí­cios. Cerca de 80% dos aposentados no Chile recebe menos de um salário mí­nimo de aposentadoria, e o paí­s tem número recorde de suicí­dio de idosos.

A proposta de Bolsonaro também retira de dois artigos da Constituição a determinação a garantia do reajustamento dos benefí­cios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real. Assim, o governo pretende tirar da Constituição a garantia da reposição da inflação para os benefí­cios acima de um salário mí­nimo pagos a aposentados e pensionistas do setor público e da iniciativa privada.

Diferente também da propaganda do governo de que quem ganha menos, paga menos , para os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, a proposta de Bolsonaro eleva a idade mí­nima para a aposentadoria, o tempo de contribuição, as alí­quotas previdenciárias e altera a regra de cálculo dos benefí­cios, reduzindo os seus valores. Em suma, o governo quer obrigar quase todas os brasileiros a trabalharem mais para receber um benefí­cio muito menor no futuro, com exceção dos militares, cuja reforma da previdência (Projeto de Lei nº 1645/2019) configura na prática um generoso plano de carreira, com aumento de remuneração principalmente para as altas patentes, evidenciando que a intenção do governo nunca foi retirar privilégios como também  afirma na sua propaganda.

Em vez de sobrar mais dinheiro pra Educação, Saúde e Segurança , a verdade é que o regime de capitalização proposto por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes precisa ser alavancado por um imenso esforço fiscal, o que tende a reduzir ainda mais o orçamento de outras áreas essenciais, sucateando ainda mais o serviço público no Brasil e prejudicando principalmente os mais pobres. O ataque ao serviço público também se reflete no ataque aos seus trabalhadores. Os servidores públicos civis novamente foram eleitos pelo governo como bode expiatório da crise econômica, não tendo na proposta direito a uma regra de transição sem perda de direitos. O governo busca jogar trabalhadores da iniciativa privada contra servidores públicos para aprovar um desmonte da previdência que prejudicará todos os trabalhadores e só beneficiará o setor financeiro, grande devedor da seguridade social e que terá aberto um novo nicho de mercado a explorar.

O povo brasileiro repudiou o desmonte da Previdência proposto pelo ex-presidente Michel Temer. A proposta de Jair Bolsonaro é ainda pior. Não é isso o que queremos para o Brasil e, por isso, a população brasileira já está se mobilizando. Quando eleito(a), o(a) senhor(a) certamente tinha entre suas propostas a busca por melhoria na qualidade de vida da população. A reforma vai contra isso. Portanto, reflita, pense em quem o(a) elegeu, diga NÃO a este ataque aos direitos dos atuais e dos futuros trabalhadores, VOTE NÃO À PEC 6/2019.

Lista de e-mails dos deputados federais e senadores gaúchos

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