SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Em Triunfo, colegas da Justiça Eleitoral constroem parceria inédita com Apae

No dia 20 de agosto, o TRE-RS, por meio da 133ª Zona Eleitoral, de Triunfo, e a Associação de Pais e Amigos dos Exepcionais (Apae) daquela cidade promoveram a jornada Na Justiça Eleitoral, ser diferente é normal . Foram debates e atividades que tiveram como objetivo a inclusão de alunos da Apae no processo eleitoral, como estí­mulo ao exercí­cio dos direitos polí­ticos desses cidadãos.

São 82 alunos da Apae potenciais eleitores, sendo que apenas quatro tinham tí­tulo de eleitor, e a ação, iniciativa de diversos colegas da Justiça Eleitoral de Triunfo, teve painéis e atividades práticas para conscientizar sobre o direito ao voto e ao exercí­cio pleno da cidadania. Elias Medeiros Vieira, colega da JE Triunfo que foi um dos organizadores da atividade, conta que a ideia surgiu a partir da aproximação entre a Zona Eleitoral (ZE) da cidade e a Apae, gerada pela horta orgânica criada na ZE e visitada por alunos de escolas públicas e da própria Associação. “Em conversas com a direção da APAE, constatamos que os alunos maiores não tinham tí­tulo de eleitor, o que causou estranheza. São 82 alunos que são potenciais eleitores. Pela Lei de Inclusão, deveriam estar no exercí­cio ativo dos direitos polí­ticos, o que inclui o voto”, conta Elias.

A partir daí­, foi montada a jornada partindo do tema “ser diferente é normal”. A atividade teve iní­cio com um painel teórico, sobre inclusão e exercí­cio eleitoral, contando com a participação, inclusive, de representantes nacionais da Apae. Falou-se sobre o exercí­cio do voto, a Lei de Inclusão, a Constituição, assim como os procedimentos práticos relacionados ao tí­tulo de eleitor e ao voto. Esse debate foi feito com alunos e pais. Depois, realizou-se uma atividade prática, com uma eleição simulada, utilizando as urnas eletrônicas.

De acordo com Elias, a repercussão foi ótima. Ele conta que os alunos vibraram com a experiência: “Foi muito bom o momento porque eles descobriram que é fácil utilizar a urna, votar. Embora alguns não sejam alfabetizados, com os números e as fotos dos candidatos eles conseguem. Pela lei de inclusão, eles podem escolher, se tiverem alguma dificuldade, uma pessoa para ajudá-lo. Colocamos todo esse contexto pra eles para sentirem segurança”, relata.

Elias conta que foi fechado um acordo com a Apae a partir do qual será instalada uma urna eleitoral na sede da Associação, com 100% de acessibilidade, já para as eleições de outubro. Depois, a JE realizará biometria na Apae para fazer o tí­tulo de eleitor dos alunos. Toda essa experiência cidadã está servindo de exemplo nacionalmente: “já recebi ligações de dezenas de Apaes do Brasil inteiro para conhecer a experiência. Ela tem esse caráter inovador. Não tí­nhamos essa noção, fizemos um trabalho de formiguinha e que está sendo importante”, conta Elias.