SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Em reunião com Fenajufe, Lewandowski diz que reposição dos servidores tem alto custo e sugere

 

Hoje à tarde, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, aceitou reunir-se com os servidores, pressionado pela greve que já atinge vários estados e por um ato público que reuniu, ontem, mais de 500 servidores em Brasí­lia. O ministro recebeu os representantes do Sindjus/DF e o coordenador da Fenajufe Tarcí­sio Ferreira no Salão Branco, um pouco antes do iní­cio da sessão do Supremo, e começou dizendo que o custo do projeto de reposição salarial seria alto e que os servidores precisam pensar em um plano B .

Os dirigentes afirmaram que não poderiam apresentar uma outra proposta que não contemple a reposição das perdas salariais. Sobre o valor do projeto, eles lembraram que o impacto é menor do que a inflação dos últimos oito anos, que gerou perdas de quase 50%. Lewandowski disse que o STF deve fazer mais cálculos e projeções sobre o assunto. Lewandowski disse, no entanto, que tem disposição de procurar o governo, e que o momento para negociar é agora.

Tarcí­sio afirma que o ministro, antes de buscar um plano B , precisa iniciar as negociações com o governo e defender a autonomia do Judiciário. Segundo o coordenador da Fenajufe, a federação buscará uma nova reunião com o ministro e continuará cobrando que seja estabelecido um processo negocial real. Nada está garantido, o governo não abriu nenhuma negociação , ressaltou, como ficou evidenciado na reunião entre o Supremo e o secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, quando este disse que depende de ordens superiores , ou seja, da presidente Dilma. Para o dirigente, a negociação depende dos presidentes do STF e dos demais tribunais superiores, que têm de assumir pessoalmente essa responsabilidade .

A posição mostrada pelo ministro Lewandowski na reunião mostra que ele está à vontade para defender a pauta dos magistrados, mas, ao mesmo tempo, dizer que o plano dos servidores é caro. Na avaliação da direção do Sintrajufe/RS, a greve é a resposta da categoria e precisa crescer ainda mais, para que o presidente do STF, em vez de fazer esse papel constrangedor de propor cortes na reposição salarial dos servidores, atravesse a Praça dos Três Poderes e exija que Dilma negocie.