Recém-empossado presidente, sem o respaldo do voto popular, Michel Temer (PMDB), em seu primeiro pronunciamento em rede nacional, deu mais uma demonstração de que os próximos momentos serão de fundamental mobilização dos trabalhadores. As propostas de reformas da Previdência e trabalhista representam o aprofundamento dos ataques aos trabalhadores iniciados já com Dilma Rousseff (PT) e acelerados durante a interinidade de Temer.
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Em seu pronunciamento, Temer falou abertamente em “limites para os gastos públicos”, em “reformar a previdência social” em “modernizar a legislação trabalhista”, o que, na prática, significa mais ajuste fiscal, mais arrocho, mais dificuldade para se aposentar e novos ataques aos direitos dos trabalhadores. Tudo isso precisará ser enfrentado no próximo período.
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Ataques já eram enfrentados sob o governo Dilma
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Algumas dessas medidas já eram propostas pelo governo de Dilma Rousseff. O PLP 257/2016, por exemplo, foi enviado ao Congresso ainda por ela, propondo diversas medidas com duros ataques aos trabalhadores e ao serviço público. A mobilização de diversas categorias de trabalhadores enfrentou esse e outros projetos e, no caso do PLP 257/2016, conseguiu amenizar as medidas propostas. Esse projeto continuará sendo enfrentado, agora no Senado.
O combate às “reformas” pretendidas por Temer deve unificar a classe trabalhadora desde já. Será um enfrentamento duro a um governo ilegítimo e que pode causar sérios danos a curto, médio e longo prazos à maioria da população brasileira. Além disso, nos meses de interinidade, foi possível ver que, aliado ao Congresso mais conservador da história do país e com o suporte de importantes setores da mídia, Temer pretende implementar essas mudanças rapidamente, o que também afetará de forma fulminante os trabalhadores.
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Para o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, “a combatividade demonstrada pela categoria contra os ataques de Dilma precisará ser intensificada agora, para enfrentar as medidas já anunciadas por Temer, que assume buscando aprofundar e acelerar o ajuste fiscal já iniciado no governo anterior”.









