SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Em ofí­cio, Joaquim Barbosa afronta isonomia ao afirmar que não cabe a ele tratar de carreira para toda a categoria; todos à assembleia neste sábado, dia 5, no Sintrajufe!

Ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, encaminhou ofí­cio ao presidente do Superior Tribunal Militar (STM), general do exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho. No documento, Barbosa afirma que não cabe a ele, presidente da mais alta Corte do paí­s, dispor sobre carreira única para servidores do Poder Judiciário da União .


No mesmo ofí­cio, Barbosa afirma, ainda, que a proposta de carreira própria para os servidores do STF não foi de sua iniciativa nem foi objeto de deliberação pelos ministros da Corte.

O esclarecimento se deu a propósito de ofí­cio em que o presidente do STM, tendo em vista o conhecimento público de estudo objetivando a criação de carreira diferenciada, com salários próprios para os servidores do STF, solicitava ao presidente do STF que, no caso de encaminhamento de qualquer proposta ao Congresso Nacional relativa à valorização da carreira dos servidores do Judiciário, seja contemplada toda sua categoria funcional, em homenagem ao princí­pio constitucional da isonomia .

O presidente do STM fez uso de uma palavra cara aos servidores: isonomia. No entanto, o presidente do STF prefere usar como escudo uma interpretação muito questionável do que seriam limitações de sua ação administrativa, lavando as mãos e abrindo as portas para o fracionamento da categoria do Judiciário Federal. Na qualidade de chefe do Poder Judiciário, Joaquim Barbosa deveria conduzir o debate de modo a evitar o desmonte da carreira e a consequente disputa fratricida entre os trabalhadores.

No entanto, em um momento em que os servidores do Judiciário estão construindo a campanha salarial unificada com os demais servidores federais, a fim de enfrentar o arrocho do governo Dilma, somos bombardeados pela ameaça de propostas divisionistas. É mais um motivo para que a categoria se mobilize, com urgência, pois, além de enfrentar a intransigência de Dilma, precisaremos derrotar a fragmentação da nossa categoria.
 

O Sintrajufe/RS se mantém firme na defesa intransigente da unidade da categoria e no tratamento isonômico entre todos os servidores do Judiciário, contra propostas que nos dividem e retiram direitos.

É hora de ir à luta! Vamos construir uma mobilização forte, rumo à greve, por data-base, revisão salarial e isonomia, contra a divisão da carreira!


NESTE SáBADO, DIA 5 DE ABRIL, ÀS 14H30MIN, TODOS À ASSEMBLEIA GERAL DA CATEGORIA, RUMO À GREVE!