Na tarde da última quarta-feira, 18, o diretor de base do Sintrajufe/RS Ari Heck esteve em Brasília para participar de uma audiência pública com o tema “Atenção às pessoas com Síndrome Pós-Poliomielite no âmbito do Sistema único de Saúde”. O debate foi promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência em conjunto com a Comissão de Seguridade Social e Família.
Ari destaca que a audiência foi muito importante como mais um passo na luta em defesa dos direitos das pessoas com deficiência: “Consegui apresentar a nossa luta política para que o SUS comece a atender os vitimados da pólio. Não é admissível que vitimados da pólio não tenham atendimento pelo SUS”. Ari relata ainda que a representante do ministério da Saúde fez uma apresentação “vazia” e que, confrontada sobre dados sobre os vitimados da pólio, admitiu que o ministério não possui dados e não está atendendo essas pessoas.
Lembrando que são mais de 20 mil casos no Rio Grande do Sul e 200 mil no Brasil, Ari apresentou, na audiência pública, três pontos que considera importantes e urgentes: a criação, pelo governo federal, de centros regionais para diagnosticar e atender casos de síndrome pós-pólio; a criação de uma pensão para os vitimados pela síndrome; e denunciar o Brasil perante a ONU por abandono, considerando que o país não cumpre as convenções que assinou. “Plantamos mais uma pequena semente que pode gerar muitos frutos. Temos que fazer mais, mas vamos continuar lutando para que os deficientes tenham direito a uma vida digna, a uma vida um pouco melhor”, destacou.









