SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Em Brasí­lia, ato público dos servidores federais abre campanha salarial unificada e manda recado ao governo

Na última quarta-feira, 25, foi realizado em Brasí­lia o lançamento nacional da campanha salarial unificada dos servidores públicos federais, com um protesto em frente ao Ministério do Planejamento. Servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União participaram da manifestação, que reuniu centenas de trabalhadores. Operários do Comperj (Complexo Petroquí­mico do Rio de Janeiro) que estão há três meses sem salários estiveram no ato e saudaram a unidade da classe trabalhadora em suas lutas.

A campanha unificada também foi lançada no Rio Grande do Sul, com debate realizado no auditório do Sindisprev/RS.

É a primeira atividade pública do funcionalismo desde que as entidades que integram o fórum nacional do setor firmaram o compromisso de lutar juntos por uma pauta comum. Essa pauta inclui a defesa da data-base, de reajuste linear de 27,3% referente a perdas salariais gerais, do fim das privatizações e da paridade entre ativos e aposentados, dentre outras demandas. Os manifestantes também defenderam a derrubada das medidas provisórias 664 e 665, que reduzem direitos previdenciários e trabalhistas.
 
 

 

Os servidores protocolaram a pauta de reivindicações no ministério, mas não foram recebidos pelo ministro Nelson Barbosaque, embora presente no prédio momento do ato, se negou a receber os servidores durante a manifestação. O ministro convidara, dois dias antes, as entidades para uma mesa de negociação no dia 20 de março. O convite foi visto como resultado já dos primeiros passos da campanha unificada, mas o formato da reunião proposta pelo Planejamento não agradou.

Circular enviada às federações assinada pelo secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, sugere que a audiência com o ministro seja dividida em dois momentos: o primeiro, de apresentação por parte do governo da realidade econômica atual; o segundo, de definição de como transcorrerá o processo de negociação. Eles marcaram a reunião após saberem da nossa manifestação. Mas como vão marcar uma reunião que não é em cima da nossa pauta de reivindicações? , questionou o presidente do sindicato nacional dos docentes, o Andes-SNentidade que, por estar realizando um congresso em Brasí­lia, compareceu em maior número ao protesto.

A Fenajufe não foi convidada para a mesa de negociaçãocomo já ocorreu em campanhas anteriores, provavelmente porque o Planejamento insistirá na tese de que não negocia com servidores de outros poderes além do Executivo. Mas deverá buscar também ser recebida na reunião pelo ministro. Temos o compromisso de fortalecer a campanha unificada para enfrentar a polí­tica do governo , disse o servidor Adilson Rodrigues, da coordenação-geral da federação, que criticou o Supremo Tribunal Federal por atuar de modo subordinado ao governo e nem sequer julgar a ação sobre a data-base que tramita nessa corte.
 
 
 

 

Novo ato dia 6

Para a servidora do Tribunal de Justiça do distrito Federal Elcimara Souza, é preciso convencer as bases dos diversos segmentos dos serviços públicos federais da urgência de participar e construir atos maiores e mais fortes daqui por diante. Os ataques que estamos sofrendo são generalizados, há a necessidade de unificar todas as categorias , afirmou a ativista, que integra o movimento Renova Sindjus/DF.
 

O próximo desafio da campanha salarial será já na semana que vem, com o ato nacional contra as privatizações na saúde e nos demais setores dos serviços públicos, que acontecerá no Rio de Janeiro no dia 6 de março. Mas a intenção declarada dos servidores é fazer de março um mês de manifestações e de organização da campanha nos estados, numa prévia para a maratona de três dias de protestos em Brasí­lia prevista para a primeira quinzena de abril. O ato dessa quarta, simbólico quanto à unidade, foi só um recado ao governo federal, frisaram vários dirigentes sindicais: a campanha está só começando.

Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe, por Hélcio Duarte.