A tarde fria e com chuva não impediu que os servidores do Judiciário Federal do RS realizassem mais um ato público da greve. Em frente ao Anexo da Justiça Eleitoral, colegas das justiças Eleitoral, do Trabalho, Federal e Militar e aposentados fecharam a av. Padre Cacique no sentido bairro-Centro, exigindo a sanção do PLC 28/15 pela presidente Dilma Rousseff (PT). Antes da atividade, foi organizado um arrastão no prédio do Anexo, a fim de chamar os colegas a descer e participar do ato público. Durante o ato, o prédio permaneceu apagado , com a participação de muitos colegas da Eleitoral na atividade.
A direção do Sintrajufe/RS passou informes sobre as últimas atividades de mobilização. Foi feito um relato a respeito doato público realizado nessa quarta-feira, 15, em Laguna (SC), onde Dilma esteve presente para a inauguração da ponte Anita Garibaldi. O Sintrajufe/RS enviou um ônibus com colegas e, juntamente com servidores de Santa Catarina e Paraná, promoveu uma atividade de visibilidade nacional, com destaque em vários veículos de comunicação.
Foi relatada, também, a reunião ocorrida na tarde da quarta-feira, entre Fenajufe e STF, quando o diretor-geral do tribunal, Amarildo Vieira, passou à categoria a posição do presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. Este estaria “contrariado” com a mobilização dos servidores que levou à aprovação do PLC 28/15 no Senado, o que teria, segundo ele, “prejudicado” negociações que estariam “em curso” com o governo. Por isso, disse o DG, Lewandowski não irá mais se reunir com a categoria e não tratará do assunto até a manifestação do governo sobre o projeto. A direção do Sintrajufe/RS ressaltou, nos informes, que a categoria acertou ao lutar pela aprovação do projeto, pois nunca foi incluída em qualquer negociação ou informada sobre qual seria a estratégia adotada por Lewandowski.
Cobrar de Lewandowski respeito e negociação
Segundo os diretores, Lewandowski deveria ter se manifestado logo que o projetodo crivo do próprio presidente do Supremofoi aprovado no Senado; se não o fez, foi por subserviência ao governo e total falta de compromisso com a pauta dos servidores. Por isso, ressaltaram os diretores, a categoria tem que seguir pressionando. Hoje, está sendo realizado ato público em Brasília, em frente ao Palácio do Planalto, com a presença de caravana do Sintrajufe/RS. Amanhã, o sindicato enviará representante a Minas Gerais, onde a categoria realizará ato público, por ocasião de homenagem que Lewandowski receberá. O objetivo é exigir que o presidente do STF fale com os servidores.
A crítica à posição de Lewandowski esteve presente em todas as manifestações durante o ato público desta tarde. Os colegas manifestaram que, enquanto chefe de um Poder, o ministro deveria exigir de Dilma a sanção do projeto que teve origem no próprio Judiciário. Além disso, ressaltaram, é preciso manter uma mobilização forte, para cobrar de Dilma e Lewandowski respeito a uma categoria que realiza uma grande greve e que está há nove anos sem reposição salarial, perdendo para a inflação. Os colegas também afirmaram que, se Dilma vetar o PLC 28/15, a categoria precisará estar preparada para mais uma etapa de luta, com o objetivo de derrubar o veto no Congresso Nacional. Os servidores deixaram clara sua disposição e a consciência de que somente unida e mobilizada a categoria vencerá mais esta luta.
Nesta sexta-feira, 17, tem mais atividade de greve: serão realizados arrastões nos prédios de Porto Alegre, a partir das 14h, a fim de aumentar a adesão à greve e chamar todos os colegas a parar o Judiciário no Apagão pela Sanção dos dias 20 e 21. A participação de todos é fundamental.
Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS









