SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Em ato público com participação de várias categorias, servidores do Judiciário Federal no RS dizem NÃO à PEC 241


 
 

Os servidores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul deram uma demonstração de indignação na tarde desta segunda-feira, 24. Em ato público, dezenas de colegas reuniram-se nas varas trabalhistas e caminharam até o TRT em marcha contra a PEC 241/2016, que congela os investimentos públicos pelos próximos vinte anos.

 
Em um dia de paralisação de duas horas, preparatório para a paralisação geral marcada para 11 de novembro, os colegas começaram a se encontrar nas varas trabalhistas às 14h. Enquanto isso, diversas outras categorias reuniam-se no campus central da Ufrgs, para um ato que encontraria a manifestação organizada pelo Sintrajufe/RS. Nas VTs, foi feita uma caminhada em volta do prédio, chamando mais colegas a descerem e se somarem à luta contra os ataques do governo de Michel Temer (PMDB).

 
Na sequência, os colegas seguiram pela avenida Praia de Belas, trancando duas das pistas e, com adesivos, bandeiras, faixas e apitaços, denunciando os perigos de uma possí­vel aprovação da PEC 241/2016. Ruy Almeida, diretor do Sintrajufe/RS, lembrou ao microfone, durante a caminhada, o luxuoso jantar organizado por Temer para afagar novamente a base aliada buscando aprovar a proposta, que ataca frontalmente os serviços públicos: “A PEC não é só contra os servidores públicos, é contra toda a população”, destacou, explicando que os investimentos em áreas como saúde e educação serão congelados, prejudicando todos os brasileiros “que vivem do seu próprio trabalho, não do trabalho dos outros”. Ruy informou ainda aos presentes que o Sintrajufe/RS está em Brasí­lia, representado pelos diretores Cristiano Moreira e Rafael Scherer e pelos colegas Luiz Antônio Manfredi (JF Passo Fundo), Eduardo Dutra (JF Novo Hamburgo), Eduardo Nunes da Silva (TRT), Paulo Roberto Costa da Rosa (JT Porto Alegre) e, juntamente com outras categorias, atua na Câmara dos Deputados contra a PEC. O diretor ainda relatou outros atos realizados neste dia de mobilização, como a ação de entidades na avenida Mauá, no iní­cio do dia, e a caminhada que diversas outras categorias de servidores realizavam naquele mesmo momento. Esta caminhada juntou-se, minutos mais tarde, ao ato público dos servidores do Judiciário Federal, em frente ao prédio do TRT da 4ª Região.
 
 

 
Em frente ao TRT, foi aberto espaço para as falas dos colegas. Nos discursos, todos destacaram a necessidade de lutar contra a PEC 241/2016 e contra outras medidas de Temer que ameaçam direitos, como a proposta de reforma da Previdência. Os colegas destacaram que a PEC afetará, caso aprovada, não apenas os servidores do Judiciário Federal, mas todos os trabalhadores brasileiros, que verão os serviços públicos esfacelarem-se. Também foram bastante criticadas as recentes declarações do ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes, que atacou o TST ao afirmar que há no órgão “um ativismo um tanto ingênuo, um sentimento de intervencionismo nas relações do trabalho talvez exagerado”. A defesa da unidade da luta com as demais categorias do serviço público e da iniciativa privada também esteve bastante presente nos discursos, ressaltando-se a necessidade de fortalecer a luta contra as tentativas de retirar direitos da classe trabalhadora.
 

Por volta das 15h30min, centenas de servidores de diversas categorias chegaram à frente do TRT, vindo em caminhada da Ufrgs. Essa mobilização, com participação de entidades como a Assufrgs, Adurgs, Andes-SN, Levante Popular da Juventude, Sinasefe, Sindsepe e Assibge, juntou-se ao ato público, em mais um passo em busca da unidade defendida por todos e da ampliação da luta dos trabalhadores.
 
 

 

Cerca de uma hora mais tarde, o atojá unificadofoi encerrado. Mas a mobilização continua e, para o dia 11 de novembro, a tarefa de todos é conversar com os colegas, amigos e familiares e participar da construção de uma grande paralisação geral nacional para barrar a PEC 241/2016, a reforma da Previdência e quaisquer outras medidas que ataquem os direitos dos trabalhadores.
 
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