A Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo, através de uma reportagem do respeitado jornalista Lúcio de Castro, denunciou na última semana mais um estratagema do governo de Michel Temer (MDB) em sua busca por entregar o país aos mais ricos. A reportagem afirma que a Eletrobrás gastou cerca de R$ 2 milhões para que formadores de opinião, comentaristas econômicos, colunistas e repórteres em geral falassem mal da empresa. Tudo com o objetivo de acelerar o processo de privatização da empresa, defendido por Temer e seus aliados.
A polêmica se dá em torno do objeto do contrato ECE-DJS 1252/2017, obtido pela reportagem via Lei de Acesso à Informação (LAI): assessorar a Eletrobras na comunicação relativa ao projeto de acionista majoritário de desestatização da empresa . Em resposta à Sportlight, a empresa que foi contratada para o projeto, a FSB Comunicação, nega esse viés e afirma que no contrato está ressaltada a necessidade de se preservar a imagem positiva da empresa , embora reconheça que a divulgação não omite dados negativos como prejuízos financeiros ou dívida bruta superior a R$ 45 bilhões . O contrato foi assinado sem licitação.
Atualmente, tramita no Congresso o Projeto de Lei 9.463/2018, de autoria do Poder Executivo, que “dispõe sobre a desestatização das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras”. O PL encontra-se em uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados criada especialmente para debater o tema, e já recebeu mais de 300 emendas. Recentemente, foi aprovado requerimento do deputado Alessandro Molon (Rede-MG), garantindo a realização de audiência pública para tratar do tema.
Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, a estratégia de Temer é uma velha conhecida: para tentar obter apoio popular às privatizações, o governo investe em campanhas difamatórias de suas próprias estatais, ou portos, aeroportos, rodovias, o que puder ser entregue à iniciativa privada. Assim, Temer, como governos anteriores, tentam levar os brasileiros a acreditarem que a única solução para se melhorar os serviços oferecidos é privatizar.









