Na próxima segunda-feira, 19, em meio à paralisação que a categoria realiza na luta contra a reforma da Previdência, o Sintrajufe/RS irá realizar uma rodada estadual de assembleias de base. Além da discussão sobre a continuidade do enfrentamento à reforma, as assembleias de base irão tratar dos eixos de luta de 2018. Com vistas a subsidiar esse debate, e a direção está apresentando propostas para serem apreciadas, sem prejuízo de outras que possam ser apresentadas nos locais de trabalho. Veja abaixo a proposta da direção:
É TEMPO DE IR À LUTA: RESISTIR CONTRA OS ATAQUES E AVANÇAR POR MAIS CONQUISTAS!
Estamos próximos de completar os 60 primeiros dias de 2018, mas a sensação é de que, na verdade, o ano de 2017 ainda não acabou. A ofensiva de Temer e sua quadrilha no Congresso Nacional contra nossos direitos persiste: depois de aprovar a terceirização irrestrita e a reforma trabalhista, a insistência do governo em buscar votos pra aprovar o desmonte da Previdência segue similar ao ano passado, com uma campanha agressiva e mentirosa sobre o funcionalismo público e muita pre$$ão sobre os parlamentares.
Nesse contexto, o desafio de impedir que roubem nossa aposentadoria precisa ser tratado como prioridade máxima. Combinando unidade e mobilização como elementos fundamentais de nossa luta, dias de paralisação unificados como esse 19/2 são muito importantes, no caminho para construir uma nova greve geral, ainda que continue necessária a pressão e cobrança sobre as maiores centrais sindicais para que não repitam os recuos do ano passado.
Como se trata de ano eleitoral, não esqueceremos dos nomes de todos os parlamentares que votaram para nos atacar. Ao mesmo tempo, é fundamental ter atenção para que nossa luta não se dilua ou sejamos usados a serviço de quem quer que seja na disputa de poder de outubro. Não faz parte das pautas da categoria a defesa de qualquer candidatura pelo sindicato na atual conjuntura (ou mesmo a defesa de candidatos réus em processo judicial). É legítimo que partidos políticos e/ou cidadãos que assim optarem cumpram esse papel; mas, ao sindicato, cabe manter o foco e defender as reivindicações mais imediatas da categoria, ao mesmo tempo preservando sua independência e sem envolvimento com candidaturas que não representam nossos interesses e/ou, quando estiveram no poder, igualmente atacaram os servidores e trabalhadores no geral.
Além da resistência contra ataques a direitos, é tempo de ir pra cima de STF e governo para exigir valorização. A reposição salarial conquistada pela categoria após muita luta em 2016 está próxima do final de sua implementação, em janeiro de 2019. Sabemos bem a dificuldade (e demora) para construir uma proposta de reposição, aprová-la administrativamente no STF, sem falar no trâmite legislativo e negociação com governo. Para não correr o risco de um novo período de vencimentos congelados, precisamos desde já inserir a reposição de perdas salariais como pauta permanente e de cobrança ao STF para que imediatamente inicie as negociações com a categoria, sem esquecer da unidade com o conjunto do funcionalismo para exigir data-base, letra morta da CF desde 1988.
Além disso, a defesa da saúde e a luta por melhores condições de trabalho estão, cada vez mais, na ordem do dia. Os alarmantes índices de adoecimento e assédio moral verificados na recente pesquisa de saúde feita pelo Sintrajufe/RS tendem a se elevar ainda mais com a suspensão de nomeações e a imposição de metas abusivas. Por essa razão, exigir dos tribunais a aplicação das 10 medidas contra adoecimento e assédio moral e cobrar de tribunais e conselhos superiores a retomada das nomeações para todos os cargos vagos são medidas urgentes, de defesa de nossa saúde.
As pautas específicas de cada ramo do Judiciário Federal, da mesma forma, devem seguir em nossa agenda: a luta pela revogação do rezoneamento da Justiça Eleitoral, a busca por melhorias no plano de saúde dos colegas da Justiça Federal, a defesa da própria existência da Justiça do Trabalho e o combate para impedir as reestruturações precarizantes, com extinção de cargos e funções (além de reverter aquelas já realizadas, como no caso da criação das turmas regionais do TRF4) são algumas das pautas já trabalhadas no último período e que precisam ter continuidade.
Certamente, os pontos de pauta aqui levantados não são taxativos e a pauta de reivindicações deve se tornar mais representativa após o debate nas assembleias de base. O envolvimento e participação do conjunto dos servidores na definição dos rumos do sindicato, aliás, podem e devem se enriquecer com a implementação de participação eletrônica e à distância em curto prazo, como discutido no GT criado pelo sindicato para esse objetivo.
Há muito por fazer, 2018 será repleto de desafios. E, para vencer, precisaremos de toda a categoria unida e mobilizada. Vamos à luta.
– NÃO À REFORMA DA PREVIDÚNCIA
– EM DEFESA DA JUSTIÇA DO TRABALHO
– REVOGAÇÃO DA REFORMA TRABALHISTA E EC 95/16 (CONGELAMENTO DE GASTOS)
– DATA-BASE Já!
– EXIGIR QUE STF INICIE IMEDIATAMENTE NEGOCIAÇÕES EM TORNO DA REPOSIÇÃO SALARIAL
– REVOGAÇÃO DO REZONEAMENTO ELEITORAL
– MELHORIAS NO PLANO DE SAúDE DA JF
– CONTRA AS REESTRUTURAÇÕES PRECARIZANTES
– PELA RETOMADA IMEDIATA DAS NOMEAÇÕES
– 10 MEDIDAS DO SINTRAJUFE CONTRA ADOECIMENTO E ASSÉDIO MORAL
Direção colegiada do Sintrajufe/RS.









