SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Diretor do Sintrajufe/RS fala sobre negociação salarial no serviço público para alunos da Fadergs

Na sexta-feira, 15, o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida falou sobre negociação salarial no serviço público para alunos do curso de Gestão de Recursos Humanos, da Fadergs. O dirigente atendeu a convite de Natália Gomes da Silva, professora de Relações de Trabalho e colega da Justiça Eleitoral de Porto Alegre.

Ruy começou traçando um breve histórico do Sintrajufe/RS e falou das peculiaridades e da complexidade da organização sindical dos servidores do Judiciário Federal. Informou que, com os Planos de Cargos e Salários, a categoria alcançou melhores patamares salariais e lembrou que, no iní­cio da década de 2000, os servidores precisavam de complementação na folha para que os vencimentos não ficassem abaixo do salário-mí­nimo.

O dirigente explicou que os servidores públicos federais têm o direito à data-base, mas que o governo não implementa a revisão anual. Dessa forma, no caso do Judiciário Federal, é preciso negociar com os Três Poderes para conquistar a reposição salarial por meio de projeto de lei especí­fico, um processo longo e marcado por muita mobilização e pressão nos estados e em Brasí­lia. Ele afirmou que a negociação coletiva no serviço público ainda não existe, e que os servidores enfrentam vários entraves, desde a negociação sobre a elaboração de um projeto de lei até a aprovação e sanção da proposta. Ruy mostrou fotos da mobilização de 2015, quando a categoria realizou a maior greve da sua história, detalhou algumas atividades e informou que as perdas acumuladas pela categoria passam de 50%.

Ruy falou também sobre a visão que a sociedade em geral tem do serviço público, ressaltando que a realidade é bem diferente. O diretor relatou a cobrança por produtividade, o aumento do adoecimento com o processo eletrônico, a falta de condições de trabalho, que são temas da Pesquisa de Saúde atualmente conduzida pelo Sintrajufe/RS, e também o combate ao assédio moral.

Ao longo da exposição, alguns dos estudantes se manifestaram, perguntando detalhes sobre o processo de negociação da categoria, e outros demonstraram surpresa ao saber que a categoria está há dez anos sem reposição nos vencimentos. Ruy afirmou que é preciso união entre os trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público e o apoio entre as diversas categorias em suas reivindicações: Se uma categoria avança, é o conjunto da classe trabalhadora que avança , concluiu.

Em contato posterior, Natália disse que o retorno por parte dos alunos foi bastante positivo. A maioria, afirmou a colega, não tinha noção das dificuldades do serviço público. Professora da Fadergs há pouco mais de um mês, Natália disse que pretende repetir a experiência com outras turmas, pois considera que essas trocas contribuem bastante para o aprendizado.

Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS