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Em cerimônia que reuniu servidores de Porto Alegre e do interior, de todos os ramos, e entidades sindicais e do movimento social, a Diretoria Colegiada reeleita do Sintrajufe/RS e o Conselho Fiscal para o triênio 2016-2019 comemoraram a posse no sábado, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Porto Alegre. A noite era de festa, mas os presentes deixaram evidente que o próximo período será de mobilização contra a retirada de direitos e que a unidade dos trabalhadores será fundamental nessa luta.
Entidades sindicais presentes fizeram saudação à nova gestão. Representando a Fenajufe, Adilson Rodrigues destacou a defesa intransigente dos interesses da categoria por parte da direção reeleita. Ele destacou que o Sintrajufe/RS é uma referência nacional de luta e defesa de direitos dos trabalhadores e, lembrando fatos da mobilização dos últimos anos, afirmou que o sindicato do RS teve atuação fundamental para que chegassem ao fim os dez anos de congelamento de salários. O dirigente lembrou que a categoria enfrentou Fernando Henrique, Lula e Dilma e agora enfrentará o governo golpista de Temer. Saúdo todo os bravos e bravas desta terra. Não nos iludimos com o governo, com qualquer governo , disse, ressaltando que o próximo período exigirá o máximo de unidade e clareza do papel que as direções têm a cumprir: parabéns aos que ousaram lutar .
Falando pelo Sintrajud/SP, Salomão Ferreira desejou sorte à gestão que se inicia e afirmou que o sindicato de São Paulo está sempre à disposição, no que for necessário. Leandro Dóro, funcionário do Sintrajufe/RS e diretor do Sindisindi/RS, destacou que servidores e celetistas são todos trabalhadores e que a unidade será fundamental para enfrentar os ataques já anunciados por Michel Temer (PMDB), como reformas trabalhista e da Previdência: estaremos juntos, seremos parceiros nessa luta .
O pleito que definiu as chapas vitoriosas nas eleições do Sintrajufe/RS foi difícil, muito disputado, mas com muita lealdade e respeito, destacou Erico Correa, representante da CSP Conlutas na cerimônia e membro da Comissão Eleitoral do sindicato. Ele falou sobre o momento difícil para a classe trabalhadora e para o serviço público, afirmando que a palavra de ordem é unidade. Para ele, é preciso passar por cima de diferenças políticas e radicalizar na defesa de direitos, para o que, concluiu, a categoria reconhece a força, a dedicação e a combatividade da direção reeleita.
Conselho Fiscal fala de unidade, mas faz provocação

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Iniciando com primeiramente, fora Temer; segundamente, fora todos os golpistas , o colega aposentado da JT Orildo Longhi falou pelo Conselho Fiscal recém-empossado. E provocou, perguntando se a periquita não estava presente, aparentemente referindo-se a uma Senadora do RS, a quem, como fez com todos os parlamentares, independentemente de partido ou matiz política, o Sintrajufe/RS várias vezes contatou em busca de apoio às pautas da categoria. Ao ler o trecho do Estatuto que trata das atribuições do Conselho, Orildo afirmou que não vamos fazer um trabalho de oposição, mas o que o Estatuto prevê . Ele destacou o PLP 257, a PEC 241 e a reforma da Previdência como propostas de Temer para retirada de direitos, disse que luta será árdua e que o que deveria nos unificar é a luta contra o golpe .
Direção 2013-2016 lembra vitória salarial e faz balanço positivo da gestão
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Primeiramente, fora Temer , disse o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, representando a direção cujo mandato se encerrou no dia 1º. O dirigente destacou os ataques anunciados pelo novo governo contra os direitos trabalhistas e previdenciários, mas lembrou que, para o sindicato, a luta contra ajuste fiscal não começou agora: “encerramos uma gestão marcada pela luta incessante contra o ajuste fiscal, responsável por mais de 50% de perdas salariais impostas à categoria pelos governos de Fernando Henrique, Lula e Dilma”, disse, salientando a vitória com aprovação da reposição salarial. Há três anos, a primeira gestão da oposição à frente do Sintrajufe/RS teve início ainda sob os reflexos das Jornadas de Junho, que, afirmou Cristiano, entraram para a história como uma rebelião popular de grandes dimensões. “Resgatamos a independência e retomamos a combatividade de nossa entidade , disse, ao lembrar a proposta de campanha, cumprida, de desfiliação da CUT. O dirigente ressaltou que não faltaram lutas nos últimos três anos: a categoria derrotou a PEC 59 e as carreiras exclusivas; fez a maior greve de sua história, o seu Junho de 2013 no ano passado, construindo atos históricos e enfrentando os Três Poderes da República e a mídia para, enfim, sair vitoriosa. Foram enfrentadas também sabotagens de setores do movimento sindical, mas, ao final, a luta venceu dez anos de congelamento salarial, afirmou. Cristiano, em nome da gestão que se encerrou, agradeceu à categoria, que atendeu ao chamado, lutou como nunca em sua história , e destacou que é momento de se construir a unidade para enfrentar os ataques já anunciados por Temer: todo o capital político acumulado nestes últimos 3 anos servirá de combustível para os próximos desafios; vai, sim, ter luta à frente do Sintrajufe .
Nova gestão aponta para luta, unidade e pluralidade
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A diretora recém-empossada Laís Strelow falou em nome da gestão que se inicia. Começou fazendo um breve relato sobre as lutas e as vitórias da categoria nos últimos anos, destacando a grande greve de 2015, quando, além de governo, parlamento e STF, os servidores do Judiciário também tiveram de enfrentar a mídia comercial e parte do movimento sindical: cito nominalmente a CUT , disse Laís, afirmando que a postura da central contra a reposição salarial da categoria só reforça o acerto da desfiliação”. A gestão que se inicia reivindica os acertos da gestão anterior e se responsabiliza por eventuais falhas, disse a dirigente. Ela apontou que a direção buscará o fortalecimento do sindicato nas mãos da categoria, respeitando todos os servidores. Quando lembrou que a maioria do quadro é composto por mulheres e que isso não se reflete nos espaços de poder e em ações que levam pessoas a chamar uma senadora de periquita , foi bastante aplaudida. Um grupo de oposição que estava presente interrompeu a fala com vaias e ofensas, mas foi calado pela grande maioria dos presentes que, em pé, gritavam as palavras: machistas , respeito . Continuando, Laís afirmou que não iriam calar uma mulher, não iriam tirar o direito à palavra de uma periquita . Ela apontou que a nova direção tem 11 mulheres na Diretoria Colegiada e paridade na Diretoria Executiva, além de ter sido a única chapa, nas eleições, com representação de todos os ramos e regiões do estado. A categoria é plural, com diferentes formações, diversidade de gênero, étnica, pessoas com deficiência, ativos e aposentados. Nessa pluralidade, apontou Laís, há um importante ponto de convergência: a necessidade de união, independentemente de administrações ou governos. A dirigente destacou que data-base, negociação coletiva, luta contra a PEC 241 e contra o PLP 257, contra a precarização do serviço público e os ataques a diretos estarão sempre na pauta do sindicato. Garantimos empenho e combatividade nessas batalhas e independência política necessária para enfrentar qualquer ataque, esse é nosso compromisso central: manteremos o Sintrajufe em luta , concluiu.
Expectativas
Integrante da gestão que recém terminou e da que está se iniciando, Ruy Almeida disse que, nos próximos anos, o sindicato aprofundará a democracia de base, a participação das instâncias e o acesso do interior às atividades e à entidade. Ele adiantou que haverá uma reforma na lógica deliberativa, para dar mais voz e vez aos sindicalizados.
A direção que estará à frente do Sintrajufe/RS nos próximos três anos mostra uma grande renovação em relação à anterior. Alguns dos novos dirigentes falaram sobre expectativas para o próximo período. Paulo Brandão, da JF Santa Maria, ressaltou que a gestão 2013/2016 já fez um trabalho bem diferente do que vinha sendo feito até então, mas que essas mudanças serão aprofundadas. Ele destacou a interiorização, com mais abrangência, mais intensidade, para agregar e ampliar a participação.
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A manutenção da independência do sindicato é um ponto fundamental, destacou Alessandra Barreto Krause, da JT Porto Alegre. Para ela, o aumento da representação das mulheres e uma maior inclusão das mulheres e de suas pautas também são propostas da nova gestão. Ampliar a unidade, o fortalecimento da categoria e a democracia interna são pontos assinalados por Iria Edinger, aposentada da JT. Ela afirmou que isso será necessário para o enfrentamento tanto da herança deixada por Dilma quanto das propostas de Temer, uma continuação dos ataques iniciados no governo neoliberal de Fernando Henrique. Esses governos, afirmou, atacam os direitos dos trabalhadores, priorizando o capital em detrimento do bem social.
Estiveram presentes representantes das seguintes entidades: Fenajufe, Sintrajud/SP, Sindicato dos Servidores Ministério Público Estadual (Simpe), Associação dos Advogados Trabalhistas (Agetra), Sindicato dos Servidores do Quadro Especial da SARH (Sindicaixa), CSP Conlutas, Sindicato dos Trabalhadores em Sindicatos e órgãos de Classe (Sindisindi/RS), Associação dos Servidores da Defensoria Pública do RS (Asedters).
Por Rosane Vargas; fotos: Fabio Carvalho.









