SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Direção do Sintrajufe/RS reúne-se e define posição sobre “ampliadinha” após não obter resposta da Fenajufe

Reunida na manhã desta quarta-feira, 25, a direção do Sintrajufe/RS definiu posição a respeito da “ampliadinha” da Fenajufe, após buscar a mudança da data da reunião e não obter qualquer resposta da federação. A solicitação do Sintrajufe/RS foi acompanhada por outros estados, e mesmo assim não foi sequer respondida. Fizeram o pedido de adiamento pelo menos os seguintes dez estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Acre, São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Piauí­, Minas Gerais e Ceará.

 

Na segunda-feira, 23, o sindicato solicitou a mudança de data da reunião da Fenajufe por conta da realização do VIII Congresso Estadual do Sintrajufe/RS, o maior da história da categoria no estado. A “ampliadinha” irá deliberar sobre o posicionamento da categoria a ní­vel nacional a respeito da continuidade da luta por reposição salarial após a manutenção do veto 26, referente ao PLC 28/2015. O Congresso Estadual, maior instância deliberativa da categoria no estado, pode e deve decidir sobre a posição do Rio Grande do Sul.

 
Para garantir o respeito ao posicionamento amplo e democrático dos servidores gaúchos, o Sintrajufe/RS solicitara a mudança de data da “ampliadinha” de 27 para 30 de novembro, o que em nada prejudicaria os trabalhos. Em São Paulo, o Sintrajud/SP também não poderá levar à reunião nacional sua posição, já que tem assembleia geral marcada para o sábado, 28. Da mesma forma que ocorreu no caso do Rio Grande do Sul, o pedido de adiamento feito pela direção do Sintrajud/SP também não foi respondido. Os coordenadores da Fenajufe Mara Weber (CUT/RS) e Cledo Vieira (CUT/DF) se posicionaram por não consultar o conjunto da direção da federação a esse respeito.

 
Considerando a impossibilidade de marcação de assembleias de base ou de assembleia geral a tempo e com qualidade para que o debate seja realizado, a direção executiva do Sintrajufe/RS, reunida nesta quarta-feira, optou por levar sua posição à ampliadinha, em caráter precário, defendendo que o que for decidido no Congresso Estadual seja considerado posteriormente no debate a respeito dos rumos da luta. Assim, a posição definitiva do Rio Grande do Sul sobre os rumos da campanha salarial será tirada no VIII Congresso Estadual do Sintrajufe/RS.

 
Ainda assim, o Sintrajufe/RS irá participar da ampliadinha mesmo que ela seja mantida para o dia 27. Foi unânime, na reunião da direção do sindicato, a decisão de que o sindicato leve à Fenajufe a posição pela rejeição do PL 2648/2015 da forma como está, por conta do prazo excessivamente longo, do í­ndice insuficiente para a reposição das perdas, da absorção dos 13,23% e do aumento para CJs. A direção rejeita também o arquivamento do PL, defendendo a opção por buscar abrir um canal de diálogo de negociação efetiva no qual a categoria possa de fato ser ouvida. Essa posição não é definitiva, e, é importante ressaltar, o posicionamento definitivo da categoria se dará apenas no Congresso Estadual.

 
A direção do Sintrajufe/RS não abre mão de que a decisão da categoria seja tomada pela base, em suas instâncias mais importantes, e lamenta o desrespeito da Fenajufe não apenas ao Sintrajufe/RS e aos demais sindicatos que solicitaram o adiamento da reunião, mas também a toda a categoria. Para o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida, “é uma situação de claro desrespeito à categoria. A Fenajufe é composta pelos sindicatos de base, e a base do Rio Grande do Sul vai ficar impedida de se posicionar antes da reunião. Essa decisão deve ser tomada da forma mais ampla e debatida possí­vel”. Também diretor do sindicato do RS, Cristiano Moreira comenta o caso: “mesmo com apelos de vários sindicatos do Brasil, a intransigência dos setores governistas impediu o adiamento dessa reunião. Lamentavelmente, tivemos uma dirigente da Fenajufe do RS atuando de forma a impedir que nosso estado pudesse, antes dessa reunião, debater e deliberar em nossa maior e principal instância, o Congresso Estadual. Não abrimos mão de debater e ouvir a categoria sobre os rumos da campanha salarial”, afirma.