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Segundo ela, a reposição “de fato, compromete o ajuste fiscal”. Entretanto, Dilma não disse se irá vetar o projeto. Eu não discuto também vetos antes da hora, porque eu tenho de respeitar o procedimento legislativo. O Congresso ainda não concluiu a votação. Ela vai para a outra Casa. Eu não faço esse tipo de avaliação , disse a presidente, mostrando desconhecimento sobre o trâmite legislativo.
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A presidente não mostrou dúvida, porém, quanto a necessidade do ajuste fiscal, que está retirando direitos e cortando verbas de áreas fundamentais, como educação e saúde. Dilma fez elogios ao Congresso e agradeceu que parte expressiva do ajuste fiscal, que apenas prejudica trabalhadores, deixando ilesos os setores mais abastados do país, já foi aprovada.
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Segundo um auxiliar da presidente, a reposição salarial dos servidores emite um “sinal contraditório” à população brasileira. De um lado, o governo endureceu as regras de concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, atingindo trabalhadores, pensionistas e aposentados, enquanto uma outra parcela da população, bem menor, seria beneficiada com um reajuste substancial em um momento de aperto e deterioração dos indicadores econômicos.
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Planejamento disse que Dilma vetará
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O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse, nos Estados Unidos, que do jeito que está, a presidente veta e nós vamos trabalhar numa alternativa. Agora nós já estávamos em negociação com o Judiciário e nós vamos tentar elaborar uma alternativa nas próximas semanas”, afirmou o ministro. Barbosa disse que está preocupado com o risco de o projeto ter impacto explosivo nos gastos de pessoal não só da União, mas de todo o Estado brasileiro, por causa do seu efeito de pressão em “cascata”. “Não podemos e não iremos sancionar esse projeto de lei. Ele coloca em risco a estabilidade fiscal”, disse Barbosa, em contradição com entrevista coletiva concedida por Dilma em Bruxelas, no dia 11 de junho, quando a presidente afirmou que aumentos nos salários da União não impactam a economia brasileira, exaltando os mais de US$ 370 bilhões que o país possui em reservas.
Temer afirmou que acredita em acordo
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O presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), disse nesta quarta, 1º de julho, que ainda aposta em um acordo entre parlamentares, governo federal e servidores do Judiciário para definir a reposição salarial para a categoria. “Eu acho que ainda haverá acordo antes da hipótese de sanção ou veto. Há dificuldades econômicas, então ressalto que os servidores merecem [aumento], mas acho que tudo isso chegará a um ponto de concórdia entre Executivo e o Judiciário”, disse Temer. Ele destacou, entretanto, que o reajuste dos servidores é uma decisão do Congresso Nacional. “Evidentemente haverá negociações ainda. Ainda acho que as negociações com o Judiciário não cessaram.”
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“É claro que os servidores do Judiciário merecem todo e qualquer reajustamento, apenas as condições atuais é que ensejaram e continuam ensejando um diálogo muito grande, intenso com os servidores, com o Supremo Tribunal Federal. Essas conversações continuarão, o ideal é que se chegue num determinado ponto a um acordo. Especialmente que aí adiante vem a questão do aumento dos servidores públicos em geral”, destacou.
Governo e mídia usam dados irreais para criticar reposição salarial da categoria
Os maiores argumentos para criticar o projeto de reposição salarial são falsos. O governo e a mídia estão usando a nota em que o Ministério do Planejamento distorce dados para atacar o projeto. A nota, por exemplo, estipula o valor de R$ 25,5 bilhões como o custo da aplicação do projeto até 2017, uma manipulação grotesca em que o governo se utiliza do parcelamento do reajuste em seis vezes para somar o custo aproximado de cada uma das parcelas e chegar ao valor de maior impacto. Outro ponto é a divulgação insistente de que a reposição chegaria a percentuais superiores a 78%. Esse valor corresponderia a auxiliares em início de carreira, e sabe-se que não há um único servidor no país que esteja nesse patamar, por se tratar de cargo em extinção no Judiciário.
Com informações de Exame, Jornal de Brasília, G1 e Agência PT









