SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Dieese: salário mí­nimo deveria ser quatro vezes maior

O Departamento Intersindical de Estatí­stica e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, nessa quinta-feira, 7, um estudo sobre os novos valores das cestas básicas nas capitais brasileiras. No estudo, a entidade aponta que, para possibilitar a sustentação de uma famí­lia com quatro pessoas, o salário mí­nimo deveria ser de R$ 3.251,61, ou seja, 4,13 vezes maior do que o atual mí­nimo, de R$ 788,00. O cálculo é feito a partir da cesta básica mais cara do paí­s, registrada em São Paulo (R$ 387,05).
 

Em abril, o trabalhador que recebeu salário mí­nimo comprometeu 50,9% do seu salário com a compra da Cesta Básica de Porto Alegre, já que o custo da cesta básica na capital gaúcha subiu 2,49% entre março e abril, chegando agora a R$ 368,97. No acumulado dos últimos doze meses, a variação na capital gaúcha foi de 2,67%. Se considerarmos apenas 2015, o acréscimo é de 5,86%.

 
Entre março e abril, o produto da cesta básica que mais subiu em Porto Alegre foi o tomate (24,40%), enquanto o preço da batata foi o que mais teve queda (14,61%). Já no ano, a maior subida foi do tomate (18,45%), e, a maior queda, da farinha (6,38%). Nos últimos doze meses, a carne (18,24%) foi o produto com maior acréscimo de preço, e a batata (19,57%) teve a maior redução. Porto Alegre tem atualmente a quarta cesta básica mais cara do paí­s, atrás apenas de São Paulo (R$ 387,05), Vitória (R$ 376,46) e Rio de Janeiro (R$ 374,85).

 
O trabalhador brasileiro com rendimento de um salário mí­nimo necessitou, em abril, cumprir uma jornada de 103h01min para adquirir os bens alimentí­cios básicos. Essa jornada foi maior do que registrada em março (100h31min), mas inferior à verificada em abril de 2014 (109h12min).

 
Das 18 capitais onde o Dieese realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, 17 tiveram aumento de preço no conjunto de bens alimentí­cios, em abril. As maiores elevações foram apuradas em Campo Grande (6,05%), Rio de Janeiro (4,51%), Natal (3,98%) e João Pessoa (3,98%). O único decréscimo foi registrado em Manaus (-1,73%).

 
Leia AQUI o relatório completo divulgado pelo Dieese.