Dia 14 de junho, a classe trabalhadora tem um compromisso ao qual não pode faltar: realizar uma grande greve geral contra a reforma da Previdência  do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Os colegas do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no RS aprovaram a participação na greve em assembleia geral convocada pelo Sintrajufe/RS em maio, com o entendimento que norteará esse dia de lutas: parar um dia para não trabalhar até morrer!
Em 2017, com a realização de duas greves em abril e junho, inclusive com massiva participação da categoria em Porto Alegre, os trabalhadores derrubaram a reforma da Previdência de Temer, que, derrotado, desistiu da pauta meses depois. Por isso, a avaliação é que a luta unificada é o principal meio para mostrar ao governo e aos deputados que os cidadãos brasileiros não aceitam o desmonte da Previdência, que é um patrimônio dos brasileiros.
Recentemente, duas grandes mobilizações em defesa da educação e da Previdência pública levaram centenas de milhares de pessoas às ruas em todo o país. Os atos públicos dos dias 15 Â e 30 de maio foram um esquenta para a greve geral e foram importantes para unificar a luta contra os retrocessos e a retirada de direitos em curso no país.
Reforma representa retrocesso irreparável
Capitaneada pelo ultraliberal Paulo Guedes, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 6/2019 já está em tramitação no Congresso e só beneficia os bancos e o mercado financeiro. Não são poucos os motivos para ir às ruas contra esse retrocesso.
O site Almanaque SOS, por exemplo, citou 21 razões, utilizando dados e estudos como o da Fundação Getúlio Vargas, que mostrou que o problema econômico do Brasil não é a Previdência Social e sim a conta de juros. Os números mostram que, só no ano passado, foram pagos R$ 380 bilhões em juros da dívida pública.
Já a Unafisco, associação dos auditores fiscais da Receita Federal, concluiu que o faturamento médio anual das instituições financeiras que integrassem o sistema de capitalização pretendido pelo governo poderia chegar a R$ 388 bilhões.
O governo diz querer combater privilégios com a reforma, mas os fatos mostram que a parcela de 1% de milionários e bilionários do país não será afetada, já que as grandes fortunas, os lucros e os dividendos seguem sem tributação. Enquanto isso, o próprio governo admite que mais de 80% da economia projetada em dez anos será às custas justamente dos mais pobres: trabalhadores da iniciativa privada, os beneficiários do abono salarial (trabalhadores que recebem até dois salários mínimos) e os idosos ou pessoas com deficiência em situação de miserabilidade que recebem um salário mínimo a título de Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Mobilização já começou
O Sintrajufe/RS vem acompanhando a tramitação da matéria e, quase semanalmente, envia representantes a Brasília, para conversar com os deputados federais, sobretudo da bancada gaúcha, contra a reforma da Previdência. Junto à categoria, o sindicato vem participando de diversos atos em defesa da Previdência. Campanhas informativas e abaixo-assinados também vêm sendo realizados.
Com a proposta ainda mais agressiva de Bolsonaro, é hora de unirmos esforços junto às demais entidades na mobilização popular. Não aceitamos o fim da Previdência pública brasileira. A Previdência é patrimônio dos brasileiros!









